Pode alimentar meus peixes? Tenho estado sem tempo. É só clicar, eles seguem a seta ♥

Quem sou eu

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Putz... Olha pra QUEM você pergunta... Mas, se for pra dizer quem eu sou eu digo... Reticências. Reflita. Me leia. Reflita...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Um amigo meu, conversando sobre meu pai, disse algo assim sobre ele: 'É idiotice mover-se pelo desafio'

Em resposta, cogitei-lhe oferecer isto:
"Que nada, ele tem objetivos traçados. Só não atura ser desafiado.
Ele seria médico sabe? Doutor em sei lá o que, fez até anglo, sabe? Mas aí, um cara virou pra ele e falou algo assim " ser advogado é dureza, sabe? Não é pra qualquer um. Eu acho que você nem ia levar essa" Prontinho. E aí nasceu o Excenlentíssimo senhor doutor advogado. Só que nem foi aí. Foi quando meu pai falou 'Ok, farei, consigo' E o cara respondeu com a frase mágica 'Vou cobrar.' Batata. Ele trabalhou dezessete anos no correio, fez a carta de demissão mais foda que ja li, deixou toda uma história no lugar, tudo pra não ser cobrado.Tudo para ser seu próprio patrão, pra não ter neguinho apontando o dedo pra ele. Veio pra sampa por isso, por que um primo tirou sarro dele, deu uma surra na minha mãe quando ela desafiou a autoridade dele e botou uma porra duma faca no meu pescoço por desobedecê-lo. Ele é o próprio senhor, do jeito dele. Agora ele trabalha por que quer, estuda por que ama, faz o que der na telha e tem um otimismo agressivo que até me faz sentir bem. Hehehehehe... Não é só o desafio. É a ânsia de ser seu próprio dono, e não um mero pau mandado."

Pai, você pode pode ter sido tudo sabe? Um ser violento, um cachorro louco sem alma, um otimista, um opressor, um rei que merecia ser servido. Um sonhador. Dane-se.
Você foi um ótimo pai. Sua violência me deu exemplo do que quero ou não ser ao meu filho. Sua disciplina é fantasticamente exemplar. Lembro que uma vez eu lhe disse algo assim 'Você machuca as pessoas sem perceber' e tempos depois me peguei matando sorrindo. Você é um bom exemplo, um livro a ser explorado. Eu não te conheço, mas não sou conhecida, eu te conheço e sou uma propaganda num out dor. Eu te amo, seu jovem senhor estúpido e humilde. Eu gostaria que você soubesse, mas não sei como dizer. Você... Deveria saber o quanto o admiro. Sabe, quando eu era tampinha, que estudava no SESI, havia um ponto que dava para ver perfeitamente o prédio do correio. Lembro que pelo menos uma vez por dia eu parava ali e ficava olhando o prédio, meu pequeno segredo. Eu admirava o prédio, por que era seu local de trabalho, era dali que você tirava o meu café da manhã e o dinheiro do meu uniforme... Minha comida, e meu sustento, meu teto e minha passagem... Claro, eu não pensava nisso, mas admirava. Gostava de te olhar dormindo, mesmo que você roncasse alto. Até hoje gosto. Sinto que abrirá os olhos a qualquer momento! Gosto de sua expressão tranquila e amo seu sorriso com seu rosto inchado de sono quando acaba de acordar. Lembro dos seus mil copos de coca que quebrei. Dos castigos e dos abraços. E dos pedidos de desculpa - que para mim, na época eram extremamente cínicos, mas hoje sei que eram sinceros, por que sou violenta e me arrependo de minhas idiotices que faço quando estou com raiva - que você me dava após algum tempo de me bater. Tudo era motivo pra eu apanhar. Acabei sendo uma ovelha ordeira. Agora sou livre, rebelde, desenfreada juventude. Obrigada por ter deixado de ser o opressor que foi em minha infância, para que eu aprecie essa liberdade e cuide de meu filho, tão melhor quanto fui cuidada por sua existência. Eu te amo pai. Muito. Não faço ideia de como te dizer, mas... Eu simplesmente te amo.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Acredito que não importa, ou jamais importará, quão boa filha esforçada e aplicada eu seja...



Você é um ótimo pai.







Eu é que sou uma péssima filha. Desculpa. Não sei mais como concertar.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Rock And R'oll

Não interessa o significado, não foi feito para ser compreendido. Sua subjetividade é o que compõe o feitiço que atrai tantos fãs. Não é só um solinho de guitarra, murros em baterias ou explosões sanguinolentas de dedos em baixos. É mais do que um ritmo rápido e atordoante, muito mais do que um grito torpe ou o suor no palco. Mais do que sexo drogas e o nome em si.

Rock and R’oll é a união de tudo, é o calor dos fãs gritando as músicas, é o timbre que repercute na área somente exalado pela bateria, são as ondulações da corda da guitarra, é a sutileza do baixo, a delicadeza teclado. A imponência do vocal. Rock and R’oll é o símbolo em chamas, é a despreocupada atitude do roqueiro, é um dedo do meio a cada crítica não construtiva, é o foda-se a quem diz que não aprecia, é o puta que paril a cada novo som estonteante, é o caralho no solo fantástico, é o porra a cada falha, é o que foda que substitui o caralho e o porra. É sorriso sentido apenas de olhos fechados, naquela paradinha básica, e o “Yeah” quando torna a tocar. A explosão de luzes e o consolo da madrugada. É um odor do cigarro para um fumante, o calor da tequila na garganta, o clássico aos cultos ortodoxos, o computador ao nerd, o óculos ao míope, a caneta ao escritor, hieróglifos, pergaminhos e escritos cuneiformes a historiadores, doces ao futuro diabético, xarope a tosse, vacina à prevenção de doenças, carro ao executivo e advogado, farol vermelho ao pedestre apressado, moto ao atrasado, mulher gostosa ao homem, estilo carisma solteirice carência e heterossexualidade de um homem a uma mulher... São os exemplos às coisas que são difíceis de explicar.

É a paixão, é a magia, é o ritmo, é o timbre, é a repercussão, é a letra, é o hard, é o metal, é o psicodélico, é a incompreensão, é o folk, é o grunge, é o descaso, é a simpatia, é a subjetividade. É o sentimento.

Rock não se explica se sente. Não se ouve se aprecia. Não se canta, se grita. Não se comenta se traga. Não se critica: Ou ama, ou é a ralé que nós – roqueiros – ignoramos. Fique calado e respeite quem ama, por que somos obrigados a aturar vocês, seja no ônibus, na rua, em fila de espera, no banco, no carro do amigo, na casa de fulano, no toque do celular da menininha. Merecemos respeito, por sermos incríveis sem vulgaridade, por sermos populosos sem apelações, por sermos fãs sem violência. O que temos que falar, falamos na cara. Somos bonzinhos, até que o solinho do começo acaba.


Ature funkeiro, ature pagodeiro, ature ‘Manolo’ do axé. Não são gírias que compõem nossas letras, não são mulheres seminuas que compõem nosso palco, nem cervejas que divulgam nosso som. Não foram franginhas e androginia que fizeram nossa história. E menos ainda, não foi um ‘I Love you guys’ que fizeram nossos fãs. Nossos ídolos não são de quinze minutos atrás, são lendas. Seus pais conhecem e bem sabemos que vocês respeitam seus pais. Respeitem também.

É velho? Careta? Que ‘tosco’?... Bem, adivinhem quem inventou o ‘foda-se’?

Não estou criticando, embora pareça. Na verdade... Sim é uma crítica, não preciso usar máscara pra dizer isso: Parem de acusar, de criticar, como se fossem melhores, pequenos ‘apelões’ amadores. Se vocês fossem bons, se seus ídolos fossem bons, eu conheceria algum funkeiro, pagodeiro ou ‘Manolo’ do axé de dez anos atrás. Do ano passado, ainda. E vocês, se lembram quem foi tão foda quanto meus ídolos? Estreito os olhos e riu de sarcasmo a sua falta de cultura ou real interesse. São fãs que morrem por crianças andróginas, quando esses nem sabem que vocês existem. E nós? Apreciamos o trabalho dos nossos ídolos, mas sabemos que ele é tão mortal quanto nós, e lamentamos suas mortes, por que não ouviremos mais seus bons trabalhos. Não nos suicidamos. Ao menos ambos vão pro inferno. Eles por cantarem vulgaridades – ou lixos mesmo – e divulgarem, e vocês, por que essas suas almas corrompidas pertenciam a Deus, e vocês ficam aí dando ao diabo de graça – a quem pedir também, né suas putas?

Sim, odeio. É funkeiro? Pagodeiro? Fã de axé... Como chamo os vadios que curtem axé?! Enfim, se for esses ou ainda aquelas fãs histéricas que dariam a pouca bunda que possuem – por isso não são funkeiras – para o bibinha andrógino de cabelinho playmobil, poupai o não esdrúxulo que planejo oferecer, não adicione. Eu falaria sobre o arco-íris vivo, mas como tenho medinha de ser ofendidinha no twiter – que nem tenho por isso as críticas... Ofensas, vocês não sabem o que é crítica... Serão maiores – eu resolvi não falar... Se falarem mal de mim pelas minhas costas, no mínimo respeitam minha presença, suponho. De qualquer forma, aqui reside meu foda-se geral.

Desculpe, eu precisa falar, não agüento mais baitolagem forçada aqui. Nada contra gays e lésbicas... E bis. Sei que tem muita gente fina com opção sexual diferente da minha. Por isso, gays são gays ou homossexual, lésbicas são lésbicas, ou homossexuais, bis são bis, ou simpatizantes. Agora baitolas são essas drogas incapazes de pensar, pois o cérebro foi consumido por viadagem, putaria, violência e... Ah... As hipocrisias não têm fim, vocês entenderam.


P.S.: Se for criticar a porra que é o sistema, lembre-se que tenham em mente soluções ou melhorias plausíveis, para que pensemos que ao menos vocês sabem o que significa um sistema ser fodido, tenham todos uma ótima manhã, tarde, noite, madrugada. Se for fã dos alvos de minhas críticas, tropece num penhasco e caia de boca numa pedra, ou perto da toca dos lobos.