Pode alimentar meus peixes? Tenho estado sem tempo. É só clicar, eles seguem a seta ♥
Quem sou eu
- rosett: A Albina
- Putz... Olha pra QUEM você pergunta... Mas, se for pra dizer quem eu sou eu digo... Reticências. Reflita. Me leia. Reflita...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
S U P E R A Ç Ã O
“De agora em diante, você vai sorrir para mim... Sempre que eu o olhar, você estará com esse seu sorriso imortalizado para mim... Apenas para mim...”
Foi com essa frase que ela conquistou, não instantaneamente, o que ela mais queria...
Liberdade...
... * ... * ...
Era uma agradável tarde. As crianças corriam para lá e para cá na escola... Alguns grupinhos de menininhas futuramente fúteis conversavam idiotices enquanto lanchavam. Alguns garotos brincavam de pique pega... Algumas crianças isolavam-se em cantos, e outros ainda caminhavam para lá e para cá, conversando amenidades.
Ela não... Ela o procurava... Queria ficar perto dele... Era só com ele que ela queria ficar... Só com ele...
-Sasuke! Te achei!! – Ela sorriu animadamente partindo pra cima dele. Mas antes de abraçá-lo, parou e apenas ficou eufórica ao lado dele, guardando toda aquela energia de vê-lo para si.
-Sakura... A gente se viu faz nem dez minutos... – Ele suspirou achando engraçado a animação dela – Parece que a gente não se vê há três anos... – Ele continuou rindo.
-É que o tempo passa devagar para mim... – Ela contornou ficando corada... Era tão obvio assim sua euforia em vê-lo? Oh... É claro que era...
-Sei, sei... Onde estão o Naruto e o Kiba? – Sasuke perguntou procurando os amigos.
-Eu... Também estava procurando eles... Mas só achei você... – Ela fingiu estar desapontada.
Sasuke a olhou um momento.
-Eu te irrito? Pode voltar de onde veio! – Ele bufou.
-Não! Eu só estava brincando! – Ela respondeu irritada... Por que ele não conseguia decifrá-la?
-Olha eles ali! – Sasuke a ignorou e correu de encontro aos amigos.
Sakura parou um momento... Como pode ser ignorada daquela forma?
Ora... Ela apenas o seguiu sem animação... Seus segundos sozinha com ele se foram... Agora tinha Naruto e Kiba ali...
-Oi gente... - Ela se aproximou sem animação.
-Seu cabelo ta zoado... - Naruto apontou.
Ela revirou os olhos.
-E desde quando eu ligo pra isso? - Ela suspirou caminhando com eles, ao lado de Sasuke.
-Você é uma menina! Devia se importar! – Kiba afirmou fazendo uma expressão enojada.
-Se está tão incomodado, vá lá ajeitar o seu... Eu peço o creme da Tenten emprestado... – Sakura sorriu de forma sugestiva para Kiba. Este corou e berrou:
-Cala a boca, sua besta!
Ela riu. Bem como Naruto e Sasuke.
-O que foi, Kiba? Ta com medo de ela descobrir que você gosta dela? – Sasuke sorriu erguendo sugestivamente uma sobrancelha.
-E... Eu não gosto dela! – Ele berrou nervoso.
-Ah, não? Então não vai se importar se eu chamar ela, não é? – Sakura sorriu.
Kiba a olhou paralisado e com medo.
-C... Claro que não... Eu...
-Ô TENTEN!!! – Sakura se virou para determinado lado gritando.
-Cala a boca!!! – Kiba a agarrou e tapou sua boca. Naruto e Sasuke ficaram rindo.
Bem como Sakura se divertindo enquanto via Tenten caminhar até eles.
-Fala... – Ela falou emburrada. Tenten era uma das patricinhas da sala... E detestava ficar perto de pessoas que não fossem fúteis como ela... Sakura, Kiba, Sasuke e Naruto eram essas pessoas.
-Hm... Bhmmm... Fmmm... Hmmm... – Sakura tentou falar, mas com Kiba tapando sua boca, era difícil.
-O que? – Ela tentou entender. Então olhou para Kiba o fuzilando com o olhar – Kiba! Deixa ela falar!
Eeste obedeceu corado, mas não saiu de perto dela. Queria estar perto para matar Sakura quando ela acabasse.
-Eu queria saber... – Sakura começou bem lentamente, olhando Kiba de soslaio, com um sorriso convencido no rosto – Se você gosta do... – Ela continuava falando em câmera lenta. Kiba se contorcia em silêncio enquanto pensava em como matar Sakura e esconder as fuças quando Tenten o encarasse novamente – Creme de pentear da Loreal Paris... Gosta? – Ela perguntou cortando rapidamente.
Naruto e Sasuke não se agüentavam de rir.
Kiba suspirou e Tenten respondeu.
-Não, por que? Ela estreitou os olhos... Só queria sair logo dali.
-Ah, é que seu cabelo é tão bem cuidado e arrumado... Ela sorriu.
-Minha mãe arruma pra mim... Era só isso? – Ela falou tentando ser gentil... Extremamente falsa...
-Era si isso mesmo... – Sakura sorriu e caminhou até Naruto e Sasuke.
Assim como eles, ela ria alto.
-O que foi, Kibinha? Ta amarelando por que? – Naruto riu.
Kiba ficou quiero.
-Own Kiba... Não fica assim... Todo mundo se apaixona... Você, o Naruto, a Tenten... – Ela tentou consolar o amigo de forma irônica.
-É? Deixa só eu descobrir de quem você gosta, e aí é que eu quero ver... – Kiba ameaçou. Sakura parou de rir e olhou para ele um momento.
Naruto olhou para ela e depous para Sasuke.
-Aposto que é do Sasuke! Você ta sempre grudada neçe! – Ele riu.
Kiba sorriu com malícia, ainda encarando Sakura. Ela não riu. Apenas ficou zangada e desviou o olhar para Naruto.
-Cala a boca! Eu não gosto de ninguém! Que ridículo! Gostar do Sasuke... Pode uma coisa dessas? – Ela falou fazendo pouco caso.
-Gosta do Sasuke, gosta do Sasuke... – Naruto começou a cantarolar como se cantasse “ta namorando, ta namorando”.
Sasuke deu um empurrão em Naruto e o mandou ficar quieto.
-Por que Ta zangadinho? Também gosta dela? – Ele riu e ficaram cantando.
-Tão namorando, tão namorando...
No fundo, Sakura queria que fosse verdade... Seria maravilhoso se o garoto que ela tanto gostava estivesse gostando dela.
-Calem a boca! VocÊs não sabem de nada! Eu não gosto do Sasuke... – Ela vociferou – Mas você gosta da Tenten e você da Temari! – Ela apontou para Kiba e Naruto.
Sasuke riu.
-Cantem agora... Se ficarem enchendo nosso saco, a gente fala pra elas... – Sasuke riu e Sakura o apoiou.
-Tá, parei... Mas que vocês se gostam, isso é verdade... – Naruto sorriu e começou a correr enquanto Sasuke partiu pra cima dele.
-Admite logo que é muito afim dele, vai... – Kiba insistiu como quem não queria nada, enquanto assistiam Naruto fugir de Sasuke.
-Deixa de falar besteira... Se eu gosto dele ou não, o problema é meu... – Ela bufou.
-Não to falando que é um problema gostar dele... To falando pra você admitir. A sala toda já sabe... – Ele olhou Sakura de soslaio.
-Sabe...? – Ela fraquejou e encarou Kiba um momento. Kiba encarou ela mais abertamente.
-Não... Mas agora vão saber... – Então virou-se na direção de Naruto ao longe correndo – Ô NARUTO!!! CHEGA AÍ!! – Ele sorriu e depois sorriu com malícia para ela.
Ela ficou com medo.
-Kiba... Para... Eu não gosto dele... – Ela fraquejou.
-Do jeito que eu não gosto da Tenten... – Ele sorriu.
-Então você gosta mesmo? – Ela tentou contornar, mas sua voz não saiu na firmeza desejada.
-Gosto sim, e daí? – Ele sorriu.
-Se você contar, eu falo para ela! – Sakura ameaçou.
-Que menina malvada... Vai lá contar, por que eu já vou contar... Pode falar que eu não ligo! – Ele sorriu r virou-se para a direção de Naruto que se aproximava junto com Sasuke.
-Kiba... Não... – Ela sussurrou quase implorando.
-Não o que? – Ele sussurrou de volta, divertindo-se do desespero dela.
-Eu faço o que vocÊ quiser... – Ela pediu.
-O que eu quiser...? – ele perguntou desconfiado.
-Tudo! – Ela achou sua esperança ali.
-Beleza então... – Ela se virou para Naruto.
-O que foi? – Naruto perguntou olhando Sakura estremamente corada olhando Kiba e ele de relance. Parecia evitar olhar Sasuke... Que estranho. Ela nunca tirava os olhos dele.
-É que... A sakura me falou de quem ela gosta... – Kiba sorriu com malícia olhando Sakura.
-Kiba!! – Ela ficou furiosa de repente.
-Quem, quem??? – Sasuke e Naruto se interessaram.
-É o Lee... – Ele sorriu.
-Kiba!! – Ela berrou aliviada e irritada.
-Ahhh! Gosta do Lee!! – Os olhos caçoaram.
Sakura estava extremamente corada. Que filho da mãe o Kiba era!
Ficaram se zoando o intervalo inteiro.
E na sala também.
Mas na hora da saída, Sakura era sempre a última a sair. Então, quando todos estavam saindo...
-Sasuke! Me espera! – Ela o chamou.
Ele ia parando, mas Kiba o enpurrou para fora da sala, depois entrou na sala e ficou perto dela.
-Eu não falei nada.
-Mas fez pior! – Ela vociferou.
-Você ainda me deve... Se não, eu conto a verdade.
-Seu cachorro! – Ela ralhou.
-É, eu sou... Mas não sou eu quem gosta do Sasuke... – Ele riu.
-O que você quer...? – Ela falou seca e sem opções.
-Que você faça eu ficar com a Tenten... – Ele pediu olhando de lado.
-Eu nem falo com ela! Como espera que eu faça isso? – Ela se revoltou.
-Te vira... – Ele sorriu indo embora.
A sala ficou vazia... Só Sakura e seus planos mentais frustrasdos de fazer Kiba ficar com Tenten.
Sakura chegou atrasada na escola... Mas não estava nem aí... E por que? Quase ninguém veio para a escola... Era ponto facultativo, mas ela não estava entendendo a matéria então seu pai a forçou ir à escola.
Sakura estava sentada na frente. Algumas meninas patricinhas estavam mais ao lado enquanto ela ficava desenhando em seu caderno, até que algo chamou sua atenção.
-Oi, Sakura! – Alguém a cumprimentou.
Ela olhou para o lado e viu Sasuke sorrindo.
-Oi! Só veio a gente mesmo, não é? – Ela falou olhando para os lados vendo que seus outros dois amigos não vieram.
-É... – Sasuke falou também olhando para os lados.
-Tudo bem? – Ela perguntou voltando a se ater ao desenho... Não queria ficar encarando ele demais... Se não, vai que ela babava?
-Tudo... E você? – Ele empurrou ela um pouco da cadeira afim de sentar ao lado dela, com ela.
-Você é folgado, heim? – Eu to bem assim, obrigada... Mas estaria melhor com a cadeira toda... – Ela reclamou seca.
-Verdade? Nossa... Não posso fazer nada por você... – Sasuke foi falso e riu.
Ela revirou os olhos e voltou a desenhar.
-O que você está fazendo? – Ele perguntou a ela depois de algum silêncio.
-Tentando quebrar a ponta do meu lápis no caderno e não em você... – Ela falou forçando a ponta do lápis.
-Tá de mal humor hoje? – Ele perguntou se afastando.
-Não... Eu sou sempre assim no começo das aulas... – Ela falou olhando-o nos olhos.
-Eu sei... Te conheço bem... – Não tanto quando ela gostaria mas... Foi bom ouvir aquilo.
-Que legal então... Pelo menos sabe que não deve me dar nada de coco no anivarsário. – Ela riu.
-Vou fazer melhor... Não vou te dar nada... Assim não tenho perigo de errar! – Ele riu.
-Aff... Seu pobre! – Ela riu novamente.
Ficaram conversando mais um pouco até que ele perguntou.
-Sakura... – Ele começou.
-Fala... – Ela continuou entretida com o desenho.
-Você... Gosta... – Ele falava lentamente.
Isso atraiu a atenção dela. Ela conhecia ele. E sabia que ele só falava lentamente quando ficava sem graça. Então o olhou.
-Gosto...? – Ela o incentivou a continuar.
-Não... Nada... – Ele tentou mudar de assunto.
-Começou, agora fala! – Ela largou o caderno e pretendia fazer ele falar a força...
Ele sabia que se ela quisesse que ele falasse, ele falaria.
-Er... Você gosta mesmo do Lee...? – Ele ficou corado e encarou ela.
Ela olhou-o como boba.
-Não! Lógico que não! – Ela riu.
-Pode falar a verdade pra mim. – Ele sorriu amigavelmente – Não vou espalhar, não... – Ele sorriu de novo.
Ela corou e virou o rosto.
-Não gosto do Lee... – Essa atitude dela fez ele apenas acreditar que era mentira.
-Ta bom... Vou fingir que acredito.
-Não gosto dele! Gosto de... – Ela falou irritada rapidamente, mas conteve-se a tempo.
Ele parecia ter prestado atenção nela – Outra pessora... – Ela completou corada e olhando de lado.
Voltou a pegar seu caderno e desenhar.
-É mesmo? Quem? – Ele se interessou.
-Para de falar de mim... E você? De quem você gosta? – Ela contornou.
-Da Ino... Viu! Eu falei! Agora fala você... – Ele sorriu e pediu.
Sakura ficou surpresa no “Da Ino...”. Então ele já gostava de alguém? Como? Por que não era ela? O que a Ino tinha que ele não tinha? Por que ela e não Sakura? Era por que ela era loira? Era os olhos azuis? Sakura não se importaria em pintar os cabelos e por lentes... Era a altura? Sakura também não se importava em usar salto plataforma...
-De outra pessoa... – Ela falou vazia. Largou o caderno e se levantou ameaçando sair da sala.
Sasuke a seguiu.
-Onde você vai? Tudo bem? – Ele perguntou preocupado – O que houve?
-Preciso ir ao banheiro... – Ela falou escondendo o rosto.
-Sakura! – Ele chamou novamente. – Seguiu ela. E quando estava no meio do corredor, conseguiu pará-la virando-a para si – O que foi?
-Me solta! Eu só vou ao banheiro! – Ela falou virando o rosto. Eles já estavam em frente a outra sala. E nesta sala havia uma professora e um aluno com a mão erguida. Sakura ficou encarando o tal garoto.
Sasuke olhou para onde ela olhava e viu o garoto.
-É ele? – Ele perguntou.
-O que...? – Ela nem tinha noção de quem estava olhando. Então prestou atenção. Era um garoto alto, cabelos negros e pele alva. Parecia um pouco com o Sasuke... Mas era do Sasuke que ela gostava...
-O garoto que você gosta... – Sasuke perguntou ainda segurando a mão de Sakura e encarando o moleque.
-É... – Ela sorriu derrotada. Já que Sasuke gostava de alguém, ela deveria partir para outra... Já que ela não fazia idéia de como conquistar seu amor.
-Como ele se chama? – Sasuke a encarou.
Ela encarou Sasuke de forma profunda. Quase como se seus olhos falassem “Eu te amo!”.
-Sa... – Ela começou, mas algo a fez parar.
Ela olhou para a porta da sala do tal garoto e encarou ele saindo da sala.
Ela corou violentamente por alguém estar ali vendo sua declaração ao seu amor.
-Í... – O garoto a completou olhando-a serio.
-Í o que? – Sasuke não entendeu.
-Meu nome é Saí... – Ele olhou Sakura de relance e saou em direção ao bebedouro.
Sakura abaixou a cabeça derrotada e voltou para a sala.
Seu amor já gostava de alguém... Alguém que Sakura detestava... Mais ainda agora. Kiba sabia seu segredo... E agora teria de armar um plano para impedir de dizer a verdade. E um garoto que ela nem conhecia achava que ela era afim delelll
E qual é a pior parte? É que ainda poderia piorar... Ah se podia...
Bem... Isso é o que Sakura se lembrava...
Naquela época, Sakur atinha nove anos... E viveu esse momento idiota a vida toda.
Hoje tinha dezesseis anos e fazia quase dois anos que não via Sasuke... Mas ainda gostava dele...
Inferno!
Sasuke nunca ficou com Ino... Mas... Muitas coisas aconteceram até aquele momento.
Sakura lembrava-se que arranjou uma amiga muito bonita... Pela qual Sasuke mostrou-se interessado. E quando saíram da oitava série, descobriu que eles foram estudar na mesma escola, enquanto ela foi para outra...
Sakura tinha vontade de se suicidar... Mas apoiava a amiga... Se ela quisesse ficar com o Sasuke... Mas era ela quem ele amava...
Mas isso passou dos limites. Sakura queria dar a volta por cima e fingir que não o amava mais... Daria um jeito de enganar a si mesma... E deu.
O que ela fez?
Viajou para a casa dos avós... Ficou quase dois meses lá.
Enquanto passeava por lá uma vez, comprou um chaveiro em forma de esqueleto.
Ela se apaixonou pelo chaveiro... Sim, era roqueira... Mas fosse o que fosse que sentia pelo chaveiro, só sabia que tinha de ficar com ele para sempre.
Quando voltou para casa, ficou se lembrando de sua vida na outra escola. Pensando nisso e enamorando o chaveiro, o comprou.
Decidiu, dado seu passado, que daria o nome dele ao chaveiro.
-De agora em diante, você se chama Sasuke... – Ela sorriu olhando a pequena caveira de olhos com pedrinhas lapidadas de plástico vermelho.
-Save, Sasuke... Eu sempre te amei... Mas agora você é só um esqueleto morto... Você não existe mais para mim... Você é só essa caveira... Que está sempre sorrindo com esse olhar opaco... Sakura riu – A partir de agora, você vai sorrir para mim... Sempre que eu o olhar, você estará com esse seu sorriso imortalizado por mim, apenas para mim... E mais ninguém... Você é meu... E passará a eternidade ao meu lado... Eu estou dedicando a você todo o meu amor e sentimento... Em você, seu objeto estático... – Ela sorriu ao chaveiro.
Sakura estava ao pé da janela de sua casa, agora. Uma brisa gostosa lhe acariciou o rosto quando ela acabou de dizer isso... Fechou os olhos apreciando o momento.
Em sua mente, era a mão dele lhe acariciando.
Ela sorriu e abriu os olhos, mandou um beijo no ar e riu.
-Que o vento leve esse beijo a você... É minha despedida... Entendeu, Sasuke? Eu te superei... Estou te superando... Te superarei... Você agora... – Ela colocou o chaveiro em evidência – Está morto... Vai ficar num canto do meu bolso... – Então ela olhou o chaveiro nos olhos – E cada vez que eu te olhar, vou lembrar de você... Mas você é um esqueleto... Então vou lembrar que você morreu para mim. Vou sorrir e suspirar aliviada... E dizer feliz “Te superei, idiota!” – Então deu um selinho no chaveiro e guardou Sasuke em seu bolso.
Obvio que ela não superou naquele momento... Mas aquele foi o passo crucial para superar aquele sofrimento infantil de sete anos...
E que viessem mais sete anos...!
Mas o sofrimento não seria mais de amor...
sábado, 17 de dezembro de 2011
Desespero
E você continua aí, agindo como se não ligasse, por que no fundo você liga. E eu continuo aqui, fingindo que não me importo, mas no fundo eu me importo. E nós dois continuamos por aí, vivendo nossas vidas. E por mais que eu negasse, no fundo era verdade. E por mais que eu mentisse, a verdade se desenhava bem diante do meu nariz. Dizendo as mesmas frases, as mesmas palavras, com a mesma intenção. Não adianta mais eu tentar negar ou mentir. Eu já tinha caído naquela rede estúpida. Então era isso afinal? Quantas vezes havia sentido aquilo? Quantas vezes eu me perguntei a mesma coisas, e a única diferença era a pessoa que me fazia perguntar? No final, você é só mais um e eu sou só mais uma. Eu só cometi uma idiotice, uma grande idiotice. E simplesmente sou covarde pra seguir adiante. Eu preciso de músicas, daquelas tristes e frias que me abraçam e berram. Eu não agüento tão mais, ou eu grito, ou eu desabo. Vou gritar... Gritar e gritar e gritar... Me corte devagarzinho, assim, desse jeito. Com um canivete enferrujado, mas ainda afiado na pontinha... Mas só a pontinha... O resto, me rasgue na marra.
Tristeza
Por que você comporta minha dor, você guarda meus rancores. Quem sois vós afinal? Questões, dúvidas, momentos. Não reconheço-o como meu, mesmo sabendo que o é. Secava minhas lágrimas enquanto abulia minhas feridas. Ora qual, quem sois? Não quero, não gosto, não posso. Leia minha negação e não ouse ignorá-la novamente. Não é um desafio, mas você não lê o não implícito, escrito, tatuado. Então vamos lá, eu quero, eu gosto, eu posso. Há afirmações, ouse ignorar minhas negações novamente. É um desafio, você lê o implícito, está escrito, tatuado.
Não me lembrava da dor, só queria ser consolada, mas você me mostrava a existência dela.
Solidão, quem sois voz? Eu acreditando que poderia ser feliz, que tinha esse direito. Se minha consciência pesa, é por que errei. Se dói, é por que machuquei. Se arde, arranhei. Se queima, ousei. Se choro, pequei.
Me machuque, me arranhe, me queime, seja meu pecado, ou, ao menos, a minha rendição, a um milímetro do meu dedo, no ápice da contorção. Não me deixe alcançá-lo, mas esteja perto. Perto o suficiente para eu olhá-lo nos olhos e ver toda a minha vida. E perto o suficiente, para que seja um borrão, causado pelas lágrimas que serão as cicatrizes do chicote voraz que é a verdade.
...
Grite com meus olhos, morda minhas palavras e dilacere minhas verdades. Concretize sua forma em mim, me possua, me assuma, vende-me e arranque minha língua. Torture-me sem, entretanto, arrancar uma única gota do meu sangue tóxico. Podre como meus olhos e minhas verdades. Eufemismos, metáforas e pleonasmos, aliterações, sinestesias e hipérboles. Abstracionismo, surrealismo e um cubismo quase insano... Ilusões.
Abstracionismo eólico
No abraço habilidoso
da dócil e cativa,
alcança o torpor preciso
no gélido e amargo vento.
Um corte grosseiro,
com precisa maestria,
arde agudamente
o fogo do gelo.
Outro abraço, outra brisa, um doce sorriso,
alegrias não vividas no torpor da nostalgia.
Um abraço,
doloroso,
no saudoso funeral.
O silêncio mórbido
daqueles que dormem,
residem nos espíritos lupinos
que uivam em mausoléus,
acreditam no abraço
da mais doce e cativa.
É preciso e grosseiro
em sua extrema maestria.
Ignora,
brinca,
abate
e
consola.
Queima,
congela
e chora em tua pele,
ousa desejar a tua compreensão sem importar-se, de fato, com tua presença.
Profano,
com audácia,
consola o devaneio;
devolve a realidade, tirando seus sonhos,
como as máscaras que roubam tua identidade:
Te molda sem teu querer e te diz ‘oi’ e ‘adeus’ com a mesma falsidade
na intensidade da adrenalina ao desconhecido.
Máscaras II
Máscaras
– II –
Doces máscaras enfeitam o mundo como se fosse um eterno carnaval. Não acredito em muitas coisas e nem espero algo mais depois do ‘momento’.
Eu deveria acreditar, acho... Mas não. Não acredito. Amor? Cruzes, isso existe? Não boto fé em quase nada... Quase nada...
Gostaria que tudo acabasse e o céu caísse. Contanto que eu estivesse dormindo. Sonhando com meus pesadelos de sempre. E quando o sonho acabasse o mundo teria ido junto. Daí, talvez, com tudo acabado, tudo o que eu sonharia seria bom. Já que seriam lembranças de algo que nunca mais veria.
Uma pena de um pombo que alçou vôo. Uma pedra que um garoto jogou contra um portão. As varias moedas que existem no mundo. Dezenas de pessoas que conheço. Os sorrisos que tanto me alegraram a cada reencontro. As páginas das revistas que me distraem. As notas ruins nos históricos podres. A carreira que nunca terei, já que não há futuro... Não há nem um ‘eu’.
É...
Tudo seria um sonho bom. Pesadelos seriam miragens... Perseguições, estupros, assaltos, mortes de pessoas queridas... As próprias mortes. Fim.
Mas não há nada disso.
Há apenas uma nova máscara que exibe cada olhar em cada início de dia.
A pessoa no espelho, a primeira pessoa a quem você olha no dia. O primeiro cumprimento. Tudo uma grande mentira. Não há sorrisos perfeitos, olhares sinceros ou metas nobres. Tudo é uma grande mentira. Tudo é um grande monte de falsidade, interesses... Orgulho tolo e invejoso.
Mentiras.
Fazem da verdade uma pepita pura e lapidada.
O próprio ouro, puro e lapidado, é feio. Fraco. Mas vale tanto mais do que um perfeito anel de ouro branco. Enfeitado, talhado com tribais atraentes, conquistando mulheres e produzindo mais sorrisos falsos. A felicidade deveria residir no “Case-se comigo”, não no anel caríssimo. A felicidade no pedido só reside em mentes voltadas ao cinema – mentiras que existem para entreter o público e/ou estimular novas mentiras.
É tudo tão falso. Tão patético. Mentira em cima de mentira.
Não acredito em nada.
Sem ponto de exclamação ou reticências.
Não há verdades. Só mentiras. Uma criatividade inigualável. Ganha o mais mentiroso, ganha a grande idéia, ganha quem tiver mais ganância... Não mais ambição.
Tenho nojo de tudo isso. Tudo.
Você passa a sua infância vendo e aprendendo sobre o grande teatro que é o mundo. Na adolescência, você aprende a moldar uma máscara que chamam de ‘profissional’. Assim, quando você for adulto, você poderá usar essa máscara pra esconder seu caráter.
E adivinhe: Seu caráter é podre. Por isso você precisa da máscara.
Por que é podre?
Por que quando você é uma criança, você tem apenas uma mente aberta. Aberta para capturar, da forma mais rápida que conseguir, a idéia que o grande teatro – mundo, se preferir – quer passar. Na adolescência, você é um completo perdido. Você não é ninguém. Aqueles que usam máscara têm a função de te ensinar a moldar sua máscara. Conviver com um ator do grande teatro, te ensina a manter a mente aberta para capturar a essência do ator. Automaticamente você aprende a ser essa essência, afinal você não é ninguém. Capturando essa essência, você já tem a malandragem – instrumento essencial ao exímio mentiroso (profissional, se preferir) – para usar a máscara que vai criando.
Então agora você é um adulto – nesse caso, também profissional – completo e moderno.
É tudo o que queriam que você fosse desde que te exibiram o grande teatro na primeira vez.
Profissional. Mentiroso. Ator. Malandro.
O incrível mascarado.
Melhor que ontem e rezando pra ser alguém amanhã. Hoje, você é o fruto de um atual derrotado – mas ontem, ‘ele’ foi o profissional ator malandro. Só mais um mentiroso. – O que tem de tão especial amanhã? Outra máscara para vestir.
Outra função do profissional, além de instruir ex-crianças de mentes abertas a construir suas máscaras, é fazer máscaras melhores.
Sorria seu mais sincero sorriso. Mas não se esqueça de fazer isso logo após seu pai ter morrido de AIDS e tê-lo visto apodrecer VIVO no hospital. Chore copiosamente após ver uma cidade explodir por conta de uma bomba atômica minutos depois de ouvir seu afeto te pedir em namoro no restaurante mais romântico de Paris. Não faça porra nenhuma assim que ouvir que acharam a cura d câncer cerebral após voltar do enterro de sua mãe e saber que sua filha também tem. Mas fique tão eufórico quanto uma criança débil mental após ver uma aranha ficar pendurada por um fio que ela mesma fez, um metro e meio abaixo do teto, entre você e a TV na casa daquela tia que você só soube da existência hoje de manhã.
Exímias mentiras.
Ganhei na loteria. Fui pedida em namoro. Eu realmente amo você. Adoro quando você diz meu nome. Nossa como eu odeio chocolate. Não bebo refrigerante. Amo salada. Eu gosto de cuidar da jaula dos animais. Hoje foi o melhor dia da minha vida.
Vai ficar tudo bem...
Exímias mentiras.
Sabe, devia haver uma música disso tudo! É! Mas não há.
Também não há uma animação sincera nas exclamações acima. Mas há mentira. Há a maestria de uma máscara. E eu sou apenas a aprendiz disso. Eu sou só a ex-criança. Estou construindo minha máscara.
E a odeio antes de costurá-la em meu rosto.
Todos os dias a uso. E está pertíssimo o momento em que pegarei uma agulha e sangrarei lágrimas ao costurá-la permanentemente no meu rosto. E isso logo após arrancar o meu rosto! Não interessa quantas exclamações eu use: Não há animação.
Quer verdades? Ouça clássicos que não têm letra. Veja Van Gogh ou Victor Vassaréli. Procure as imagens na aurora boreal. Ou a ilógica na matemática. A razão no empirismo, ou o empirismo na razão.
É tudo uma grande mentira. E se foi mentirosos que tocaram, fizeram ou disseram isso, são mais mentiras. Uma pilha delas.
A diferença é que, ao menos, eles costuraram a máscara por cima do rosto. Não perderam nem passaram por cima do próprio caráter para usá-las. Mas obviamente, a sociedade os reprimiu. Só por dizerem a verdade.
A mentira é um grande pecado.
A sociedade se move sob mentiras.
Logo...
Uma máscara
Futura profissional provida de máscara
E
Falta de caráter.
Máscaras
Eu as detesto.
Todas me enjoam!
Boas, ruins, acolhedoras ou devastadoras... Foda-se. Eu as odeio.
Alegres, tristes, dramáticas, raivosas, sanguinárias, horrendas, sorridentes, felizes, pacíficas... Em geral e sem exceção, mentirosas.
Posso falar delas o tempo todo, mas não posso deixar de citar que as uso. Não é por opção. Usar máscara é uma obrigação. A sociedade impõe isso. Sim, como não? “Como você está? – alguém pergunta num sorriso e educação automáticos” “Bem, e você? – Outro responde com o mesmo sorriso e educação automáticos, isso quando ainda diz o obrigado, como não foi o caso. É bom lembrar que este senhor que está ‘bem’, perdeu a mulher para o amigo enquanto hipotecava a casa por dívidas de jogos e da própria casa, tem cirrose e inicio de câncer pulmonar dado o cigarro, a ex-mulher é estéril e está ficando calvo e impotente, por que o barril de cachaça que ainda chama de barriga e os fios brancos da velhice chegaram mais cedo”.
Amaldiçoada sejam as máscaras, que são o adorno mais comum na sociedade.
Amaldiçoada sejam as pessoas, que aceitam isso em silêncio e acham isso prático, rápido, proporcional à geração “fast food”.
Ora, e se a conversa muda de rumo?
“Como você está? – Alguém pergunta naquele mesmo sorriso e educação com vida própria que surgem assim, instantaneamente.” “Sabe... Eu gostaria de dizer que estou bem, mas não estou. – O outro fala francamente, com ar cansado e abaixando a cabeça humilhado pelos problemas que a vida, somado as suas escolhas ruins, lhe impôs.” “É mesmo? O que foi que houve? – Alguém se interessa rapidamente e estreita os olhos inclinando a cabeça buscando atenção ao problema do colega.” “Bem... É que, como pode ver, estou velho... Fui demitido essa semana. Cheguei mais cedo em casa e peguei minha mulher com meu amigo. Frustrado, fui jogar e beber um pouco, mas perdi tudo. Com isso, não agüentei... Só sei que acordei no hospital. O doutor disse que estou com câncer por culpa do cigarro e cirrose por conta da cachaça... Voltei pra casa à base de aparelhos pra ver minha ex-mulher jogar na minha cara que iam hipotecar a casa. Depois disso foi embora. Após tomar uma lata de cerveja fui me divertir sozinho com um filme pornô... Estou ficando realmente velho... Sabe... Não sei o que fazer... Estou perdido e hoje de manhã mandaram o pedido de mudança...” “Ora, é mesmo? Por que não jantamos juntos e você me fala a respeito, hm? Agora tenho uma reunião importante com os sócios da empresa em que trabalho. Está com cara de que vou ser o novo sócio deles! Oh, não vai dar... Terá que ser no almoço, pode ser? Hoje jantarei com minha esposa... E nossa pequena Katy... Sabe que ela está grávida de novo? Estou feliz e realizado, mas... Boa sorte para você, cara... Estou torcendo por você.”.
Não é engraçado como as coisas são?
Ninguém é sincero. O cara estava feliz. Foda-se que o outro está mal, contanto que a merda de vida dele não seja contagiosa, está tudo bem, ele ainda terá a mulher, a pequena filha e a criança que ainda não nasceu. Terá o tal cargo de sócio e um jantar apetitoso à noite. O amigo dele está mal, ele pode até se incomodar com isso, mas... Mesmo que ele se incomode, a mulher o distrairá quando ele pensar nisso e comentar com ela na cama, e logo em seguida transarão muito e acordarão com sorrisos dispostos cumprimentando-se com um suave beijo sem se lembrar que o outro existe. Claro, isso se apenas lembrar-se de comentar com a mulher do amigo. Caso contrário, pularão para a troca de calor mútua.
E o outro?
Bem, procurará emprego, mas sua aparência que lhe dá mais idade que tem não ajudará. Ao voltar pra casa, derrotado, seus móveis estarão fora e a mulher estará com o outro querendo apenas as coisas mais caras. Se ele não pular na frente do primeiro carro, passará a noite num túnel abandonado da cidade, onde apenas pessoas da mais baixa classe e totais excluídos sociais estarão. Ao lado de uma chama rala e que não os esquenta muito mais que o papelão ou a roupa suja e rasgada que usam. Jogarão dados e apostarão o último pedado de pão embolorado, isso se o gato malhado não roubar antes.
A vida é tão engraçada. Durante o jogo, esse outro alguém comentará entristecido, invejosamente e raivoso a sorte do outro. “Agora ele deve estar com a esposa grávida e a pequena filha...” “Tenho certeza que aquele canalha está voltando pra casa, num carro do ano, modelo novíssimo!”, e enquanto tenta dormir ignorando o vento gélido e úmido deitado no papelão molhado, pensa “Aquele maldito... Deve estar se aquecendo no corpo da mulher...”... Bem, e quando acordar, se não morrer durante a noite, tossindo como doido ou de frio, rezará pra encontrar migalhas e comer... Migalhas de pombos...
Claro, ele terá alguns trocados, mas perderá nos jogos matinais, garantindo o café de alguém e perdendo o seu.
A vida ainda é engraçada.
O que diabos máscaras têm haver com isso?
Ele não teria tanta inveja e raiva do amigo se parasse no falso “Bem, e você?”... A pequena Katy não seria órfã de pai, dois anos depois. Nem a empresa iria à falência por conta da perda do sócio mais importante, ou a mulher dele ficaria na culpa por isso.
Hilário, não?
Mascaras... Um mal necessário.
Claro, fui dramática.
Mas ainda as odeio.
Uso-as, não por conta própria... Mas se eu não usá-las, o que pode acontecer? Se eu for sincera o tempo todo, o mundo cairá. Serei excluída socialmente. Somos impedidos de sermos nós mesmos. Ser excluído socialmente é quase tão ruim quanto a prisão.
Bom, dane-se.
Não faz diferença, é só uma opinião que encerro sem fim...
Não posso ser sincera, lembra?
Ainda preciso da sociedade, estritamente para garantir a minha vida e manter as pessoas que prezo perto de mim, garantindo assim minha sanidade e economizado gastos hospitalares para a minha família.
Essa é só uma velha despedida.
Dor, desespero... Medidas desesperadas ocasionam, na esmagadora maioria das vezes, decepções e arrependimentos.
Acabou.
Perdi algo curiosamente importante.
É incrível como algo escandaloso te marca mais que uma doce sensação.
Perdi algo importante pra mim... E a última coisa que me aproximava dessa pequena coisa, esvaiu-se de minhas mãos. E eu não fiz nada. Nada.
Curioso como deixei algo tão importante ir, não?
E talvez tenha sido até melhor assim...
Bem melhor...
Livre de um fardo... Livre de momentos felizes e lembranças agradáveis...
Acabou...
Doce sensação, agora você é apenas uma lembrança agradável... Eternizarei você em minha memória, e o levarei comigo nesta última vida.
Perdão pelos meus erros grotescos... e agradeço, humildemente, por tê-lo conhecido.
Obrigada por tudo.
Adeus...
Era sua voz, era seu rosto, era aquele pontinho no alto da maçã do rosto... Eram seus lábios grossos e secos, suas mãos grandes e levemente ossudas, seus braços finos e seu cabelo perfeitamente preto. Seu penteado redemoinho perfeito, seu rosto infantil e seus olhos asiáticos, sua pouca estatura e seu jeito engraçado, seu bom humor e sua sensibilidade oculta, sua inocência no olhar negro e o último nome que eu nunca lembro, e, claro, aquela forma única de chamar meu nome dando o ar oxítono ao meu nome dissilábico paroxítono... E ainda procuro qualidades e características... Em meus dias tristes, você me fazia sorrir. Eu não te dei valor em um mês, mas te amei pelo resto do tempo, mesmo quando deixei de te ver...
É errado eu ter dezessete anos e acreditar que sei o que é amor só por que senti uma atração pelo mesmo cara durante oito anos e continuo sentindo?
É errado eu dizer que, gostei de vários outros – Admirei incontáveis belezas, beijei, fiquei e, secretamente, namorei – e ainda assim dizer que trocaria todos por ele?
Quer dizer que isso não é amor?
Eu não sei o que é.
Uma obsessão doentia?
Sim, fui obcecada, cometeria loucuras, eu notei. Desde coisinhas patéticas como uma reza de momento para ele me notar até mandingas de revista ou mesmo oferecer meu corpo.
Se ele era mesmo tão incrível quanto eu acho que ele era, com certeza ele não toparia.
Não sei o que eu faria se eu o visse agora, depois de dois anos e meio. Acredito que você não tem mais aqueles perfeitos olhos negros e inocentes, sua voz talvez tenha mudado, e com certeza você deu algum jeito no seu cabelo bizarro que eu amava... Como eu amava... Você até está mais alto, eu creio. Mas, não é o Meu moleque. Não é o cara que eu supostamente amei, ou foi o objeto de minha obsessão. Não sei mais quem é você.
E ainda assim, continuo te amando.
Eu cometi a idiotice de ser preguiçosa.
Neguei à minha melhor amiga a única ajuda que eu poderia fornecer a ela.
Como fui estúpida!
Se eu soubesse da dor dela... Se eu tivesse escutado o apelo dela... Se eu tivesse ouvido àquela voz dentro de mim... “Leia... Leia... Escute, com atenção e piedade... Mas, por favor, escute... Pelo bem da sua mente, quando você resolver ler aquilo tempos depois”...
Minha mente estava certa.
Eu deveria ter lido aquele apelo.
Deveria ter dito o “Está tudo bem... Se não está, vai ficar.”
Agora... Tanto tempo depois... Li.
Senti como se meu corpo formigasse. É o que sinto quando estou mal... É uma agonia física sem causa alguma que não a mental. É a dor do arrependimento e o tapa com luva de pelica do passado grosseiro.
Querida, me perdoe. Do fundo da minha alma, perdão.
Gostaria de ter ouvido seu apelo antes... Fui uma das imbecis que tapou os ouvidos... Distraí-me com nada. Fui egoísta por algo insignificante.
Perdão...
Eu poderia ter te abraçado, te dito que te amava... E acima de tudo, ter dito que tudo iria ficar bem... E o seu precioso motivo? Não, eu não poderia dá-lo... Mas poderia lhe dizer que, ainda que não tenha motivos, você não estaria sozinha. Você não era vazia como um chaveiro fofo. Era amada, possuía amigas, alguém que se sentia completa com a sua presença.
Mas não fiz nada disso...
Nada...
Ela fechou o diário após alguns minutos, guardou a pena e fechou o pote de tinta.
Deixou-os sobre a mesa de cabeceira e o diário, fez questão de guardá-lo num fundo falso que a gaveta possuía.
Apagou o abajur puxando uma delicada cordinha que pendia dele.
Confortou-se, de lado, na cama.
Completamente coberta no macio edredom e com seu hálito aquecendo seu rosto, graças à clausura do edredom, adormeceu lentamente enquanto perdia-se na ilusão de sua mente arrependida.
Debaixo de seu travesseiro, havia guardado o papel que havia imprimido debaixo de seu travesseiro. Junto ao papel, agora, havia sua mão, zelando-o, com carinho e hesitação.
Eu
Paz é aquilo que a gente sente quando não temos nada em mente. Talvez seja o completo silêncio. Acredito que o completo silêncio seja impossível sem antes haver uma morte.
Acredito que todas as pessoas raramente são elas mesmas. Todas usam máscaras para viver num meio social. Se elas revelassem quem realmente são talvez assustassem outras pessoas. Todos usam máscaras para serem ‘normais’ perante a sociedade e livrarem-se do fardo de serem estereotipados.
Acredito que as pessoas com quem mais nos identificamos nesta vida, sejam pessoas conhecidas de outras vidas. Quanto mais íntimo você é de alguém, mais próxima foi sua ligação com esta em outra vida.
Acredito que o ser humano vive 144 vidas antes de ir ao céu de fato. E em cada vida, ele nasce sob uma constelação diferente, também num mês diferente. E a cada vida renascida, trás consigo a experiência das anteriores e a ansiedade de viver esta e as próximas.
Acredito que se todas as nossas células esvaíssem-se com o tempo, e a carne perecesse e a mente silenciasse, sobraria um resquício de existência. Este é o anjo. É o pedaço de Deus em nós.
Acredito em Deus.
Acredito que Deus reside dentro de cada um, não que cada um seja um Deus. Acredito que esse pedaço que constitui a mente e nos dá essa liberdade de pensar, duvidar, e existir seja o Deus em nós.
Acredito que a música é o melhor remédio que o ser humano pode ter acesso.
Acredito na energia que o grito libera. Que isso tira todo o excesso ruim em nós e deixa-nos apenas aquilo que nos é.
Acredito na beleza das flores. No carinho das folhas e na integridade dos insetos. No amor das aranhas, no mistério da raia, dos dias frios de verão e nas chuvas de outono. Também creio no amanhã e em minha imortalidade. Creio na minha juventude e a aprecio deixando para amanhã por que sei que sou eterna, ainda que eu não seja.
Deleito-me das letras e brinco com versos abstratos, trago surrealismos e fumo tristeza na TPM. Embriago-me com lágrimas e curo minha ressaca com chocolate quente mexido com sorrisos.
Meus livros prediletos são o reflexo no escuro dos olhos verdes do meu finado cachorro e a intensidade do amarelo dos olhos da minha finada gata. E minha música predileta é a primeira sinfonia dos pássaros em cada manhã.
Meus maiores sonhos são varias cores, que misturadas, tornam-se outras.
Mas meu objetivo é preto. Um grande ponto preto no centro do mundo branco.
Adorno meu corpo com água pura, terra fértil e brisa travessa. Penteio com a brisa, me visto com a vida e ingiro mais vida, projetando calor e denunciando-me como vida.
Minhas dúvidas baseiam-se nos outros, por que eu estou satisfeita. Satisfeita, vê lá! Não acomodada.
Curto miado, chilreios e uivos. Cacarejos, relinchos e coaxos. Latidos, gemidos e zumbidos. Guitarras, teclados e harpas.
Gosto do escuro de minhas pálpebras e não sentir meu corpo sendo perfeitamente são. Alucino-me com o que vejo a cada respiração.
Tatuo as frases marcantes em minha mente. E deixo lá para um momento oportuno, ou ainda, as uso como lema. “Pensamentos são nuvens”... “Tudo é uma cópia”... “Seja você mesmo”... “Eu te amo”... “Have a Nice Day”... “Tudo para você é uma aventura”... Lemas, frases, tatuagens...
Gosto de digitar e guardar, e ler tempos depois e me perguntar “O que pensei naquela hora?”... Gosto de ler para os outros e pedir opinião. Ainda que isso me renda um pequeno rótulo.
Gosto de tirar notas azuis, e apesar disso, riu nas vermelhas, por que sei que as tirei por que quis, e que posso melhorar.
Gosto de biologia, a ciência da vida. Ecologia, o estudo da casa. Astrologia, estudo dos astros. E livros, estudo de tudo.
Gosto de deixar textos inacabados e voltar a lê-los tempos depois com novas experiências, pronta pra pô-las em pauta. Mas também gosto de terminá-los e voltar tempos depois e rir lembrando-me do que sentia ou como escrevi.
Fui sincera escrevendo isso, e foi agradável. Foi bom ter velhas lembranças de volta e lembrar do que sou e que não sou rotulada pelo mundo e com uma nova tatuagem: Não são as pessoas que dizem quem sou. Sou eu que digo a ela.
sábado, 3 de dezembro de 2011
Quem sou eu?
Um fake.
Um daqueles que usam uma máscara bem bonitinha e simplesmente fingem ser a máscara.
Não guardo ódio de ninguém...[Exceto meu vizinho, ô praga maldita!] Nem vou guardar. Não tenho culpa de saber certas coisas... Ou talvez tenha.
É, talvez eu tenha mesmo. Aceitar a ajuda de alguém é como admitir ao mundo o que eu não consigo admitir nem a mim : Sou fraca, incapaz de realizar sozinha um ato como este. Sou estúpida e dependente, num mundo de gênios autônomos. Ajuda para mim, de forma resumida e radical é: A admissão de derrota contra si mesma.
Não sou louca, sou paranóica. Estou vendo o dia em que meu próximo quarto será de paredes brancas e forradas, ou de madeira e flores brancas... Não gosto de admitir que preciso de ajuda, não gosto. Especialmente numa questão tão íntima quanto a solidão. Vivi uns bons 12 anos praticamente sozinha. E quando conheci a compania e a perdi, foi pior do que quando eu era apenas sozinha sem saber o que era compania.
Por isso me isolei.
Evitei a tudo e a todos. Não quis me apegar a nada, com esse receio de sentir aquele vazio de novo. Mas percebi que, se eu ficasse sozinha o tempo todo, aquela dor passava, e a solidão me anestesiava. Era tão bom... Tão triste. Me fez pensar na vida e nos outros. Era bom por que eu aguentei, mas me questionava se os outros aguentariam. Não quis deixar que ninguém sentisse isso, por que o princípio é muito ruim. Só não estou morta, por que alguém bateu no portão quando eu fui pular da janela, por que a alça do fichario estourou, e por que aquele fulano me segurou na ponte. Mas talvez ninguém ajude os outros. Por isso lhes fiz compania. Para que eles não vivam da solidão, nem sintam o que senti. Foi ruim, péssimo. Mas como continuei viva, me acostumei e desaprendi sobre as pessoas. Não lembro como é um abraço daqueles fortes e duradouros que vejo na rua ou nos filmes. Por isso desvio os olhos. Se eu sentir saudade disso, vou querer isso e me sentir mal por não ser capaz de sentir ou ter algo assim. Evito tudo isso, todo esse contato. Sou podre, mas gosto. Não quero deixar que ninguém sinta isso, é realmente ruim, sabe? Não quero que você sinta isso, não quero que ninguém sinta, só eu. Por que eu gosto. Ninguém mais gosta. Não é egoísmo, é a sobra.
Rídiculo? Bizarro?
Não vou mais tentar morrer, viver até o limite desse sentimento tão ruim é quase um objetivo, o mais errado, mas é. Mas eu não preciso dele. Não preciso. Preciso daquele abraço, preciso de ajuda, preciso das lágrimas que escorrem pelo meu rosto caindo em meus dedos. Elas me fazem crêr que isso é bom e o que eu tenho é ruim. Solidão é ruim, mas é o que me consola da dor da falta de solidão. É o que resta. Já que eu não sei fazer nada com os outros.
É louco.
Mas é um dos meus piores lados. Só um dos.
Não quero perdão. Só quero justiça. Quero que você entenda o que sinto, e quero que apenas aceite minhas mais sinceras desculpas.
Eu não sei lidar com humanos. Tudo para meus olhos tem defeito - e não é a apenas a miopía que os fornece - por isso tenho que odiar a humanidade, pra manter minha solidão intacta.
Abdico dela pra não te perder.
Apenas te peço que aceite meu jeito frio...
Um fake.
Um daqueles que usam uma máscara bem bonitinha e simplesmente fingem ser a máscara.
Não guardo ódio de ninguém...[Exceto meu vizinho, ô praga maldita!] Nem vou guardar. Não tenho culpa de saber certas coisas... Ou talvez tenha.
É, talvez eu tenha mesmo. Aceitar a ajuda de alguém é como admitir ao mundo o que eu não consigo admitir nem a mim : Sou fraca, incapaz de realizar sozinha um ato como este. Sou estúpida e dependente, num mundo de gênios autônomos. Ajuda para mim, de forma resumida e radical é: A admissão de derrota contra si mesma.
Não sou louca, sou paranóica. Estou vendo o dia em que meu próximo quarto será de paredes brancas e forradas, ou de madeira e flores brancas... Não gosto de admitir que preciso de ajuda, não gosto. Especialmente numa questão tão íntima quanto a solidão. Vivi uns bons 12 anos praticamente sozinha. E quando conheci a compania e a perdi, foi pior do que quando eu era apenas sozinha sem saber o que era compania.
Por isso me isolei.
Evitei a tudo e a todos. Não quis me apegar a nada, com esse receio de sentir aquele vazio de novo. Mas percebi que, se eu ficasse sozinha o tempo todo, aquela dor passava, e a solidão me anestesiava. Era tão bom... Tão triste. Me fez pensar na vida e nos outros. Era bom por que eu aguentei, mas me questionava se os outros aguentariam. Não quis deixar que ninguém sentisse isso, por que o princípio é muito ruim. Só não estou morta, por que alguém bateu no portão quando eu fui pular da janela, por que a alça do fichario estourou, e por que aquele fulano me segurou na ponte. Mas talvez ninguém ajude os outros. Por isso lhes fiz compania. Para que eles não vivam da solidão, nem sintam o que senti. Foi ruim, péssimo. Mas como continuei viva, me acostumei e desaprendi sobre as pessoas. Não lembro como é um abraço daqueles fortes e duradouros que vejo na rua ou nos filmes. Por isso desvio os olhos. Se eu sentir saudade disso, vou querer isso e me sentir mal por não ser capaz de sentir ou ter algo assim. Evito tudo isso, todo esse contato. Sou podre, mas gosto. Não quero deixar que ninguém sinta isso, é realmente ruim, sabe? Não quero que você sinta isso, não quero que ninguém sinta, só eu. Por que eu gosto. Ninguém mais gosta. Não é egoísmo, é a sobra.
Rídiculo? Bizarro?
Não vou mais tentar morrer, viver até o limite desse sentimento tão ruim é quase um objetivo, o mais errado, mas é. Mas eu não preciso dele. Não preciso. Preciso daquele abraço, preciso de ajuda, preciso das lágrimas que escorrem pelo meu rosto caindo em meus dedos. Elas me fazem crêr que isso é bom e o que eu tenho é ruim. Solidão é ruim, mas é o que me consola da dor da falta de solidão. É o que resta. Já que eu não sei fazer nada com os outros.
É louco.
Mas é um dos meus piores lados. Só um dos.
Não quero perdão. Só quero justiça. Quero que você entenda o que sinto, e quero que apenas aceite minhas mais sinceras desculpas.
Eu não sei lidar com humanos. Tudo para meus olhos tem defeito - e não é a apenas a miopía que os fornece - por isso tenho que odiar a humanidade, pra manter minha solidão intacta.
Abdico dela pra não te perder.
Apenas te peço que aceite meu jeito frio...
sábado, 26 de novembro de 2011
Reflita:
Enquanto você não transar com uma mulher será virgem, sua mão não é mulher, a toalha nao é mulher e a parede e os lençois também não.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Uma boa amizade - para minha pequena devassa
Perguntei-me uma vez o que seria uma boa amizade....
Embora soe clichê essa pergunta, obtive resposta anos depois, num compartilhamento de conversa no MSN. Foram cerca de duas horas ou mais. Infelizmente, após caçar o quanto pude, não lembro a data, mas lembro que foi de madrugada – sempre foi – que aconteceu.
Extrovertida, amigável... Safada, se quiser. Sempre quis fazer algo a ela. Não tinha idéia de como me portar, antes de conhecê-la, mas muito ouvi a respeito dela. Montei uma imagem dela e ela mesma rasgou essa imagem.
O mundo que ache o que quiser dela. Não importa o quanto aprecie sexo, sei que por trás dos desejos há uma mulher, como as outras: Sofre, ama, odeia, menstrua, vive, gosta, chora...
Não fazia idéia de como descrevê-la. Mas percebi que não precisava. Gostaria de fazer um vídeo, como o que ela me fez, em agradecimento. Mas seria idiotice minha: Não sei fazer isso, e ela fez aquilo por que queria, não precisa de agradecimentos ou elogios. Por isso desisti. Faço isso agora por que ela merece. Por que ela me marcou, por que ela realmente me ensinou o que é ser amiga de alguém.
Apesar de não conseguir me expressar da forma certa, eu vou tentar.
Você me ensinou o que era a amizade. Da forma mais cômica, mas sincera que conseguiu. Não troco essa forma de aprendizagem. Não a troco. Entre conversas e risos, você foi você, mesmo sob uma máscara. Até o célebre dia em que você me mostrou como é você, sem a máscara. Você me deu sua confiança. Seus segredos e sua vida. E – não apenas em retribuição, mas num gesto amigo – eu te dei a minha. Vivemos.
Sorrimos.
Choramos.
Compartilhamos.
Momentos, dores, segredos, cumplicidades, músicas, opiniões, interpretações, desejos, aspirações, objetivos, verdades, mentiras, ousadias, fofuras, doces e as porcarias de noventa e nove centavos da Alika.
Fico feliz de verdade por que você conseguiu o que mais queria: uma filha. Também fico feliz de você ter achado a sua cara metade, que a satisfaz e a ama pelo que você é, independente do seu passado, mas visando um futuro ao seu lado.
É divertido lembrar dos bons momentos escutando uma música boa. Por isso, te dedico esta música marcante – que não foi só mais uma que ouvi, gostei loucamente no momento, depois de um tempo acabou a magia – e este texto curto – que foi muito mal planejado, mas escrito com a sinceridade que compactuamos – para você.
Está certo, palavras não valem, músicas também não. Mas não interessa a distância. Ainda vale a pena ser sua amiga. Sua amiga pelo que você é. Baby Girl Andie.
Você faz minha vida ser mágica.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O conceito de 'erro'
Erros são fatos extremamente comuns, aliás, chegam até a ser obrigatórios à humanidade.
O que seriam os erros, afinal? Falha nos planos? Ansiedade? Paciência?
Considero erros, excessos. Excessos de ansiedade, de paciência, euforia, personalidade, calma, objetividade, medo...
Erros também ser obras do acaso, que podem gerar uma reação em cadeia que altera por completo a vida.
Também pode ser o fruto de uma escolha ruim, que remonta a euforia e/ou a ansiedade em demasia.
Gosto da idéia de pensar que erros são excessos, pois me leva a crer que fui indisciplinada em determinada categoria. Talvez seja uma desculpa; embora a autoculpa ainda persista. Mas é fácil corrigir a indisciplina.
No fundo, às vezes, quisemos errar, por medo do que seria ‘depois’ no ‘acerto’. Talvez preguiça, talvez inexperiência, em ‘quanto tempo devo esperar?’ ou ‘Quando devo agir?’, também tem tido por insegurança – embora haja diferenças.
Deus, em sua incrível benevolência, forneceu-nos o livre-arbítrio. Talvez, por falta de experiência, não saibamos lidar com isso. Erramos. Mas aprendemos com isso. Temos a escolha de extrair o ápice do erro e descartar lembranças ruins... Assim como temos a opção de persistir no mesmo erro... Seja por preguiça, medo ou falta de altruísmo.
Talvez, um dia, Deus tenha errado. E soube aproveitar-se disso. Capturou a experiência e ignorou o erro – em si. Deu sua inteligência ao homem e observa-o desfrutar esta dádiva curioso com “até onde ele(a) vai?”
Talvez, um dia, Deus tenha errado. E soube aproveitar-se disso. Capturou a experiência e ignorou o erro – em si. Deu sua inteligência ao homem e observa-o desfrutar esta dádiva curioso com “até onde ele(a) vai?”
Erros... Existentes desde que uma gama de fatos deixou - por descuido que seja - de serem avaliados.
Simples assim.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Dedicatória fundamental
Todos vocês fazem minha existência valer a pena. Cada um de vocês me fez perceber que o mero fato de existir vale, rende. Onde vocês estariam se não comigo? Vocês existiriam, caso eu não estivesse aqui? Sou má, cruel, limitada e fútil de uma forma um pouco menos rasa que o fútil comum. Lamento a todos, anuncio meu arrependimento e dedico palavras, meras palavras, mas que, a cada letra escrita, designam uma pá cavada na profundidade da minha alma. Graças a vocês meu coração não é oco. Graças a vocês sorri sorrisos infantis e sinceros. Obrigada e que Deus os tenha.
sábado, 5 de março de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Olhar faminto - Outra baboseira de dedicatória... Dedicada ao meu ex-melhor amigo.
Éramos melhores amigos... Compartilhávamos tudo, dores, desespero... E mesmo que ficássemos em silêncio, sabíamos um do outro. E não precisávamos falar e falar para desabafar... O silêncio era o bastante para nós dois... E uma partida de vídeo game um contra o outro era o melhor ombro que poderíamos dar um ao outro...
Isso até o dia em que parei de olhar para o chão ou para a tela, e olhei em seus olhos... Aqueles olhos castanhos, de brilho intenso... Sentia-me engolida por aqueles olhos famintos.
Senti por um momento, um calafrio. É diferente de um arrepio amistoso e recíproco. Era realmente um calafrio. Um de desgosto. Não queria que tudo ficasse assim... Me fiz de dissimulada por cerca de três ou cinco anos... E no final, acabou...
Crescemos... Eu e você... Não existe mais nós desde o dia em que vi seus olhos castanhos... Não existe mais nós, desde que você me olhou pela primeira vez com esses olhos famintos...
Lamento tudo o que poderíamos ter aproveitado, e jamais aproveitaremos... Poderíamos fazer coisas de adolescente, eu poderia montar em suas costas e correríamos feito loucos na rua. Jogaríamos futebol, andaríamos de bicicleta e você me ensinaria uns passos de psy... E eu poderia te ensinar receitas de bolo onde não vai leite, já que eu sei que você é intolerante a lactose...Daí você passaria para sua mãe e ela faria... Eu te ensinaria a desenhar uma teia do homem aranha descente! Você desenhava muito mal aquilo...! Eu lembro que você adorava ele... Foi com você que o conheci...
Acabou.
Isso, é uma dedicatória aos tempos que não voltarão mais. Mesmo que você arranje uma namorada diva ou uma esposa perfeita, vai ser estranho. Parece que você sempre vai me olhar com esses olhos famintos... Cada abraço que te dou hoje, me faz refletir se não é uma esperança que te dou... Fui obrigada a ser insensível apenas para não te deixar com esperança... Mas isso é um pouco do que sou, e você me olha assim desse jeito faminto, do jeito que sou.
Obrigada.
De verdade, obrigada por me 'amar' desse jeito... Juro que pensei em te dar uma chance, por que te conhecia. Sabia de você... Pensei, realmente, em te dar uma chance... Mas naquele aniversário da sua irmãzinha menor... Depois que você veio me deixar em casa... SE VOCÊ NÃO TIVESSE SIDO AQUELE TARADO FOMINHA...!!!!!! Juro que realmente pensei em te dar uma chance... Mas cara... Odeio que passem a mão em mim sem eu deixar... Minha bunda é sagrada, seu animal impaciente!!! Eu sei que fico linda naquele vestido de florzinhas... Mas vá a merda!!! Eu confiei em você, achei que você era diferente... To ligadassa que você é homem e eu realmente fico muito sexy naquele vestido... Mas porra!!! Era só um abraço de despedida!!! E se meu pai aparecesse ali??? Drogado!!! Não só não te amo como te odeio por aquilo... Depois daquele dia, um pouco de você morreu pra mim. Você se fez exatamente igual a tantos outros caras que fiquei afim... A tantos outros com quem fiquei... Você só queria alguns beijos e uns amassos... Só queria sentir meu corpo... E depois...?
Bem... Eu sei que você é homem... Seu romantismo é louvável... Eu vi!!! Admito que homens como você são raros, e eu sei que tem garotas que me estrangulariam por deixar um cara como você passar mas... Como dito, a melhor parte de você, para mim. Morreu naquela noite... É patético, eu sou confusa, pareço que nunca sei o que quero... Mas eu sei... E com certeza o que eu quero, não estava naquele garoto. Sabe... Faço questão de zoar mais ainda meu cabelo e usar essas roupas estranhar perto de você... Quem sabe assim você pare de ver o que viu em mim, e pare de me olhar como um cachorro de rua olha um pernil.
Bem... Dedico isso aos velhos tempos... À época em que você não mentia pra mim dizendo que torcia pelo mesmo time que eu e nem me deixava ganhar no jogo. Aos tempos em que seus olhos eram lindos por serem inocentes.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Era o inicio de uma noite chuvosa, trovejadas e relampejos... Sarah estudava, com a pequena luminária de seu quarto acesa. Seu pai ficaria até mais tarde no trabalho. Sua mãe foi embora quando tinha quatro anos - por tanto há doze anos - e sua irmã, Cibelle, saiu com o namorado. Ela poderia zoar, ficar com aa amigas... Ou apenas vez filmes... Mas precisa estudar. Estudar para a maldita prova de matemática.
__"Se X² é igual a X+1, então eu passo tudo para o primeiro membro... Então vai ficar... X²-X-1... Equação de segundo Grau... Delta... b²+4.(a).(c)... Então vai ficar, -1²+4.1.(-1)... 1+4.(-1)... 1-4... -3... Qual a raiz de três, pra eu partir para Baskarah? Oh, droga!"__ Ela reclamava consigo mesma. Havia feito tudo certo... Então... Usaria o tal teorema de Tales...? Ouviu seu pai falar uma vez, mas ele nunca a ensinou... Agora que ela precisava...
DING DONG!
Alguém tocou a campainha de casa.
A principio Sarah assustou-se. Não esperava ninguém... Mas então lembrou-se da pizza!
__Esses caras demoram tanto que a gente até esquece! __ Sorriu enquanto descia as escadas e pegava o dinheiro da pizza+gorjeta em cima da mesa próxima ao sofá de sua sala.
__Aqui está, senhorit... __ O entregador começou, mas parou um segundo observando a moça. Ela tinha se apoiado na porta, usava um short curto xadrez de rosa e branco, meio justo realçando as fartas coxas róseas. Uma camisetinha regata verde clara folgada que não lhe realçava curvas acima da cintura, mas era notavel a exitência de tais curvas... O cabelo castanho preso num coque mal feito e um lápis rósa atrás da orelha... E a expressão de quem parecia exausta. Ele não deixou de sorrir.
__Sarah! __ Ele falou animadamente, enquanto ela pegava a pizza e ele tirava o capacete da moto.
__De onde você... __ Sarah empalideceu.
Sara o conhecia. E o conhecia bem.
__Hey! Não vai nem falar um oi? __ Ele sorriu agora de um jeito mais intimo. Sarah tremeu. Ameaçou fechar a porta, mas parou por si mesma. Algo a travou.
Pôs a mão no bolso, e entregou o dinheiro a ele.
__Sabe... É meu ultimo turno, só vou voltar e deixar a moto, quem sabe você e eu... __ O entregador foi cortado.
__Desculpe estou ocupada, e você tem trabalho. Obrigada e boa noite. __ Ela fechou a porta e deixou a pizza em cima da mesa da sala.
Se ela se lembrava bem, Herber tinha se mudado... E tão cedo não voltaria. E se mudou com outra, para sua nova vida. Agora era um entregador aparentemente solteiro?
Não... Seria simples de mais... Tinha algo errado... O que...?
[Continua.]
__"Se X² é igual a X+1, então eu passo tudo para o primeiro membro... Então vai ficar... X²-X-1... Equação de segundo Grau... Delta... b²+4.(a).(c)... Então vai ficar, -1²+4.1.(-1)... 1+4.(-1)... 1-4... -3... Qual a raiz de três, pra eu partir para Baskarah? Oh, droga!"__ Ela reclamava consigo mesma. Havia feito tudo certo... Então... Usaria o tal teorema de Tales...? Ouviu seu pai falar uma vez, mas ele nunca a ensinou... Agora que ela precisava...
DING DONG!
Alguém tocou a campainha de casa.
A principio Sarah assustou-se. Não esperava ninguém... Mas então lembrou-se da pizza!
__Esses caras demoram tanto que a gente até esquece! __ Sorriu enquanto descia as escadas e pegava o dinheiro da pizza+gorjeta em cima da mesa próxima ao sofá de sua sala.
__Aqui está, senhorit... __ O entregador começou, mas parou um segundo observando a moça. Ela tinha se apoiado na porta, usava um short curto xadrez de rosa e branco, meio justo realçando as fartas coxas róseas. Uma camisetinha regata verde clara folgada que não lhe realçava curvas acima da cintura, mas era notavel a exitência de tais curvas... O cabelo castanho preso num coque mal feito e um lápis rósa atrás da orelha... E a expressão de quem parecia exausta. Ele não deixou de sorrir.
__Sarah! __ Ele falou animadamente, enquanto ela pegava a pizza e ele tirava o capacete da moto.
__De onde você... __ Sarah empalideceu.
Sara o conhecia. E o conhecia bem.
__Hey! Não vai nem falar um oi? __ Ele sorriu agora de um jeito mais intimo. Sarah tremeu. Ameaçou fechar a porta, mas parou por si mesma. Algo a travou.
Pôs a mão no bolso, e entregou o dinheiro a ele.
__Sabe... É meu ultimo turno, só vou voltar e deixar a moto, quem sabe você e eu... __ O entregador foi cortado.
__Desculpe estou ocupada, e você tem trabalho. Obrigada e boa noite. __ Ela fechou a porta e deixou a pizza em cima da mesa da sala.
Se ela se lembrava bem, Herber tinha se mudado... E tão cedo não voltaria. E se mudou com outra, para sua nova vida. Agora era um entregador aparentemente solteiro?
Não... Seria simples de mais... Tinha algo errado... O que...?
[Continua.]
DIARIO DE UMA REVOLTADA - Escrito num momento ruim... Muito ruim... Antes que comessem pieguisse e "Oh!!! Minha amiga, eu te amo, não fique assim... Drogas são ruins" Vão a merda, ok? Como disse, escrevi num momento ruim... Há mais de um ano... Não sou a pessoa mais feliz do mundo. Só estou postando isso aqui como uma homenagem ao motivo da minha tristeza e raiva da época. Não sou emo... Não choro adoidada, só que o que houve me deixou mal.
Fica aqui o concelho:
"Arrependa-se de ter feito, não de não ter acontecido." Acho que todos já ouviram esse ditado... Pois é... Eu preferia milhões de vezes passar 'duas semanas' arrependidas de não ter feito e depois não ter problema algum com isso, do que, hoje... dois anos e meio de ter feito... Trocaria todos esses dois anos e meio por aquelas duas semanas... Trocaria as melhores lembranças com meus amigos por aquele momento... E acima de tudo... Trocaria um coisa muito importante que tenho hoje, para ver de novo aqueles olhos verdes...
Sem mais delongas...uma revoltadaaaa
caraleooooooo
me deixem em pazzzzzzzzz
Quero de volta a minha droga, aquilo sim me consome e me entorpece como eu quero e me deixa tão, bem...
Fico tão alucinada que esqueço que tenho vida...
E aquela maldita voz na minha cabeça me delicia com seu som...
E fica me dizendo pra eu parar... Parar de me suicidar...
Parar de respirar....
Me deixem na minha maldita solidão, afogada nas minhas lágrimas de sangue que meu coração derramou... Dor, revolta, medo, raiva...
No meu rosto já possuo a trilha que essas mesmas lágrimas percorreram...
Encolhida num canto abrançando minhas pernas, minha camisa já tranparente das lágrimas, minha pele já preguenta das águas do mar que meus olhos viraram...
"Chorar não resolve... Chorar não resolve, sua filha da puta mal amada" fico ouvindo isso dentro de mim...
Levanto lentamente...
Cambaleante...
Seguindo até a porta de madeira com maçaneta de metal...
Vou caminhando pelo quarto escurro e vazio.
Cambaleante...
Cada passo dado, é como uma lembrança revivida em dinâmica... Sem a chance de mudar...
Quero de volta minha droga... Aquilo sim me consome e me entorpece como eu quero e me deixa tão bem...
Fico tão alucinada que esqueço que tenho vida... E aquela maldita voz na minha cabeça me delicia com seu som... E fica me dizendo pra eu parar, parar de me suicidar... Parar de respirar...
Tão próxima da porta... Tão próxima da saída... Tão perto do perdão...
As ultimas lembranças... As mais mortais...
Tanto egoísmo... Lágrimas sinceras e inuteis....
As ultimas lembranças as mais mortais...
Ergo minha mão trêmula...
A maçaneta está aí... Segure-a e abra a porta! Olhe seu próprio reflexo... Seus olhos podres, sua boca trêmula, seu rosto pálido e brilhoso dessa trilha seca aguada... Uma imagem distorcida, uma imagem tão real... Pareço um monstro... Sou um monstro...
"Sua maldita fracassada... Não é capaz nem de sair do seu proprio pesadelo!!"
Não dá...
Abaixo minha mão ainda trêmula... Dou meia volta, e corro de volta por maldito cantinho que me conforta como um leão conforta a presa...
Maldito cantinho... Me atiro com tudo no chão... Permaneço trêmula e soluçante...
As malditas lágrimas voltaram...
Meu cantinho de calor... Faz tanto frio...
Sinto o vento no meu rosto... Ah! Doce vento...
"Sua maldita fracassada! Não consegue nem sair do seu proprio pesadelo!"
Quero de volta a minha droga... aquilo sim me consome e me entorpece como eu quero, e me deixa tão... Bem...
Fico tão alucinada, que esqueço que tenho vida.
E aquela maldita voz na minha cabeça me delicia com seu som...
E fica me dizendo pra eu parar... Parar de me suicidar... Parar de respirar...
Nos meus olhos o medo...
"Vamos !!! Assitam meu medo!!!
Divirtam-se com minha dor!!!
Comtemplem meu odio!!"
...
Fica aqui o concelho:
"Arrependa-se de ter feito, não de não ter acontecido." Acho que todos já ouviram esse ditado... Pois é... Eu preferia milhões de vezes passar 'duas semanas' arrependidas de não ter feito e depois não ter problema algum com isso, do que, hoje... dois anos e meio de ter feito... Trocaria todos esses dois anos e meio por aquelas duas semanas... Trocaria as melhores lembranças com meus amigos por aquele momento... E acima de tudo... Trocaria um coisa muito importante que tenho hoje, para ver de novo aqueles olhos verdes...
Sem mais delongas...uma revoltadaaaa
caraleooooooo
me deixem em pazzzzzzzzz
Quero de volta a minha droga, aquilo sim me consome e me entorpece como eu quero e me deixa tão, bem...
Fico tão alucinada que esqueço que tenho vida...
E aquela maldita voz na minha cabeça me delicia com seu som...
E fica me dizendo pra eu parar... Parar de me suicidar...
Parar de respirar....
Me deixem na minha maldita solidão, afogada nas minhas lágrimas de sangue que meu coração derramou... Dor, revolta, medo, raiva...
No meu rosto já possuo a trilha que essas mesmas lágrimas percorreram...
Encolhida num canto abrançando minhas pernas, minha camisa já tranparente das lágrimas, minha pele já preguenta das águas do mar que meus olhos viraram...
"Chorar não resolve... Chorar não resolve, sua filha da puta mal amada" fico ouvindo isso dentro de mim...
Levanto lentamente...
Cambaleante...
Seguindo até a porta de madeira com maçaneta de metal...
Vou caminhando pelo quarto escurro e vazio.
Cambaleante...
Cada passo dado, é como uma lembrança revivida em dinâmica... Sem a chance de mudar...
Quero de volta minha droga... Aquilo sim me consome e me entorpece como eu quero e me deixa tão bem...
Fico tão alucinada que esqueço que tenho vida... E aquela maldita voz na minha cabeça me delicia com seu som... E fica me dizendo pra eu parar, parar de me suicidar... Parar de respirar...
Tão próxima da porta... Tão próxima da saída... Tão perto do perdão...
As ultimas lembranças... As mais mortais...
Tanto egoísmo... Lágrimas sinceras e inuteis....
As ultimas lembranças as mais mortais...
Ergo minha mão trêmula...
A maçaneta está aí... Segure-a e abra a porta! Olhe seu próprio reflexo... Seus olhos podres, sua boca trêmula, seu rosto pálido e brilhoso dessa trilha seca aguada... Uma imagem distorcida, uma imagem tão real... Pareço um monstro... Sou um monstro...
"Sua maldita fracassada... Não é capaz nem de sair do seu proprio pesadelo!!"
Não dá...
Abaixo minha mão ainda trêmula... Dou meia volta, e corro de volta por maldito cantinho que me conforta como um leão conforta a presa...
Maldito cantinho... Me atiro com tudo no chão... Permaneço trêmula e soluçante...
As malditas lágrimas voltaram...
Meu cantinho de calor... Faz tanto frio...
Sinto o vento no meu rosto... Ah! Doce vento...
"Sua maldita fracassada! Não consegue nem sair do seu proprio pesadelo!"
Quero de volta a minha droga... aquilo sim me consome e me entorpece como eu quero, e me deixa tão... Bem...
Fico tão alucinada, que esqueço que tenho vida.
E aquela maldita voz na minha cabeça me delicia com seu som...
E fica me dizendo pra eu parar... Parar de me suicidar... Parar de respirar...
Nos meus olhos o medo...
"Vamos !!! Assitam meu medo!!!
Divirtam-se com minha dor!!!
Comtemplem meu odio!!"
...
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Paraíso - ChrnoRose
Era a luta final... O mundo acabaria... Tudo explodiria.
E o pior: Ele sabia disso.
Ela não tinha medo algum, iria com ele ao infinito... foi ao além e voltou por ele. Por que não ir ao inferno e destruí-lo com ele?
Ele pediu a ela que voassem, seria mais rápido a chegada ao alto, onde o inferno flutuante estava.
Ela estendeu a mão e o tocou.
Congelamento do tempo.
Ela sentiu seu corpo parar lentamente naquela passaréla desabando, mas com certeza mais firme que o inferno flutuante.
Suas mãos... Seu ombro... Seu corpo... E antes que se congelasse por completo e perdesse a conciência, sentiu pela primeira e ultima vez seus lábios quentes.
Seus olhos congelaram... Junto com a pequena lágrima que queria cair.
Ficou paralizada de olhos abertos, viu-o partir. E nunca mais voltar.
Ele a protegeu.
Ele morreu por ela...
Mas tudo bem... ele prometeu que voltaria. Ela esperou a vida inteira. E em março de mil novecentos e vinte e quatro... O reencontrou. Ele, um demônio, a levou ao paraíso.
E o pior: Ele sabia disso.
Ela não tinha medo algum, iria com ele ao infinito... foi ao além e voltou por ele. Por que não ir ao inferno e destruí-lo com ele?
Ele pediu a ela que voassem, seria mais rápido a chegada ao alto, onde o inferno flutuante estava.
Ela estendeu a mão e o tocou.
Congelamento do tempo.
Ela sentiu seu corpo parar lentamente naquela passaréla desabando, mas com certeza mais firme que o inferno flutuante.
Suas mãos... Seu ombro... Seu corpo... E antes que se congelasse por completo e perdesse a conciência, sentiu pela primeira e ultima vez seus lábios quentes.
Seus olhos congelaram... Junto com a pequena lágrima que queria cair.
Ficou paralizada de olhos abertos, viu-o partir. E nunca mais voltar.
Ele a protegeu.
Ele morreu por ela...
Mas tudo bem... ele prometeu que voltaria. Ela esperou a vida inteira. E em março de mil novecentos e vinte e quatro... O reencontrou. Ele, um demônio, a levou ao paraíso.
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