Não interessa o significado, não foi feito para ser compreendido. Sua subjetividade é o que compõe o feitiço que atrai tantos fãs. Não é só um solinho de guitarra, murros em baterias ou explosões sanguinolentas de dedos em baixos. É mais do que um ritmo rápido e atordoante, muito mais do que um grito torpe ou o suor no palco. Mais do que sexo drogas e o nome em si.
Rock and R’oll é a união de tudo, é o calor dos fãs gritando as músicas, é o timbre que repercute na área somente exalado pela bateria, são as ondulações da corda da guitarra, é a sutileza do baixo, a delicadeza teclado. A imponência do vocal. Rock and R’oll é o símbolo em chamas, é a despreocupada atitude do roqueiro, é um dedo do meio a cada crítica não construtiva, é o foda-se a quem diz que não aprecia, é o puta que paril a cada novo som estonteante, é o caralho no solo fantástico, é o porra a cada falha, é o que foda que substitui o caralho e o porra. É sorriso sentido apenas de olhos fechados, naquela paradinha básica, e o “Yeah” quando torna a tocar. A explosão de luzes e o consolo da madrugada. É um odor do cigarro para um fumante, o calor da tequila na garganta, o clássico aos cultos ortodoxos, o computador ao nerd, o óculos ao míope, a caneta ao escritor, hieróglifos, pergaminhos e escritos cuneiformes a historiadores, doces ao futuro diabético, xarope a tosse, vacina à prevenção de doenças, carro ao executivo e advogado, farol vermelho ao pedestre apressado, moto ao atrasado, mulher gostosa ao homem, estilo carisma solteirice carência e heterossexualidade de um homem a uma mulher... São os exemplos às coisas que são difíceis de explicar.
É a paixão, é a magia, é o ritmo, é o timbre, é a repercussão, é a letra, é o hard, é o metal, é o psicodélico, é a incompreensão, é o folk, é o grunge, é o descaso, é a simpatia, é a subjetividade. É o sentimento.
Rock não se explica se sente. Não se ouve se aprecia. Não se canta, se grita. Não se comenta se traga. Não se critica: Ou ama, ou é a ralé que nós – roqueiros – ignoramos. Fique calado e respeite quem ama, por que somos obrigados a aturar vocês, seja no ônibus, na rua, em fila de espera, no banco, no carro do amigo, na casa de fulano, no toque do celular da menininha. Merecemos respeito, por sermos incríveis sem vulgaridade, por sermos populosos sem apelações, por sermos fãs sem violência. O que temos que falar, falamos na cara. Somos bonzinhos, até que o solinho do começo acaba.
Ature funkeiro, ature pagodeiro, ature ‘Manolo’ do axé. Não são gírias que compõem nossas letras, não são mulheres seminuas que compõem nosso palco, nem cervejas que divulgam nosso som. Não foram franginhas e androginia que fizeram nossa história. E menos ainda, não foi um ‘I Love you guys’ que fizeram nossos fãs. Nossos ídolos não são de quinze minutos atrás, são lendas. Seus pais conhecem e bem sabemos que vocês respeitam seus pais. Respeitem também.
É velho? Careta? Que ‘tosco’?... Bem, adivinhem quem inventou o ‘foda-se’?
Não estou criticando, embora pareça. Na verdade... Sim é uma crítica, não preciso usar máscara pra dizer isso: Parem de acusar, de criticar, como se fossem melhores, pequenos ‘apelões’ amadores. Se vocês fossem bons, se seus ídolos fossem bons, eu conheceria algum funkeiro, pagodeiro ou ‘Manolo’ do axé de dez anos atrás. Do ano passado, ainda. E vocês, se lembram quem foi tão foda quanto meus ídolos? Estreito os olhos e riu de sarcasmo a sua falta de cultura ou real interesse. São fãs que morrem por crianças andróginas, quando esses nem sabem que vocês existem. E nós? Apreciamos o trabalho dos nossos ídolos, mas sabemos que ele é tão mortal quanto nós, e lamentamos suas mortes, por que não ouviremos mais seus bons trabalhos. Não nos suicidamos. Ao menos ambos vão pro inferno. Eles por cantarem vulgaridades – ou lixos mesmo – e divulgarem, e vocês, por que essas suas almas corrompidas pertenciam a Deus, e vocês ficam aí dando ao diabo de graça – a quem pedir também, né suas putas?
Sim, odeio. É funkeiro? Pagodeiro? Fã de axé... Como chamo os vadios que curtem axé?! Enfim, se for esses ou ainda aquelas fãs histéricas que dariam a pouca bunda que possuem – por isso não são funkeiras – para o bibinha andrógino de cabelinho playmobil, poupai o não esdrúxulo que planejo oferecer, não adicione. Eu falaria sobre o arco-íris vivo, mas como tenho medinha de ser ofendidinha no twiter – que nem tenho por isso as críticas... Ofensas, vocês não sabem o que é crítica... Serão maiores – eu resolvi não falar... Se falarem mal de mim pelas minhas costas, no mínimo respeitam minha presença, suponho. De qualquer forma, aqui reside meu foda-se geral.
Desculpe, eu precisa falar, não agüento mais baitolagem forçada aqui. Nada contra gays e lésbicas... E bis. Sei que tem muita gente fina com opção sexual diferente da minha. Por isso, gays são gays ou homossexual, lésbicas são lésbicas, ou homossexuais, bis são bis, ou simpatizantes. Agora baitolas são essas drogas incapazes de pensar, pois o cérebro foi consumido por viadagem, putaria, violência e... Ah... As hipocrisias não têm fim, vocês entenderam.
P.S.: Se for criticar a porra que é o sistema, lembre-se que tenham em mente soluções ou melhorias plausíveis, para que pensemos que ao menos vocês sabem o que significa um sistema ser fodido, tenham todos uma ótima manhã, tarde, noite, madrugada. Se for fã dos alvos de minhas críticas, tropece num penhasco e caia de boca numa pedra, ou perto da toca dos lobos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário