Pode alimentar meus peixes? Tenho estado sem tempo. É só clicar, eles seguem a seta ♥

Quem sou eu

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Putz... Olha pra QUEM você pergunta... Mas, se for pra dizer quem eu sou eu digo... Reticências. Reflita. Me leia. Reflita...

sábado, 17 de dezembro de 2011

Eu

Paz é aquilo que a gente sente quando não temos nada em mente. Talvez seja o completo silêncio. Acredito que o completo silêncio seja impossível sem antes haver uma morte.
Acredito que todas as pessoas raramente são elas mesmas. Todas usam máscaras para viver num meio social. Se elas revelassem quem realmente são talvez assustassem outras pessoas. Todos usam máscaras para serem ‘normais’ perante a sociedade e livrarem-se do fardo de serem estereotipados.
Acredito que as pessoas com quem mais nos identificamos nesta vida, sejam pessoas conhecidas de outras vidas. Quanto mais íntimo você é de alguém, mais próxima foi sua ligação com esta em outra vida.
Acredito que o ser humano vive 144 vidas antes de ir ao céu de fato. E em cada vida, ele nasce sob uma constelação diferente, também num mês diferente. E a cada vida renascida, trás consigo a experiência das anteriores e a ansiedade de viver esta e as próximas.
Acredito que se todas as nossas células esvaíssem-se com o tempo, e a carne perecesse e a mente silenciasse, sobraria um resquício de existência. Este é o anjo. É o pedaço de Deus em nós.
Acredito em Deus.
Acredito que Deus reside dentro de cada um, não que cada um seja um Deus. Acredito que esse pedaço que constitui a mente e nos dá essa liberdade de pensar, duvidar, e existir seja o Deus em nós.
Acredito que a música é o melhor remédio que o ser humano pode ter acesso.
Acredito na energia que o grito libera. Que isso tira todo o excesso ruim em nós e deixa-nos apenas aquilo que nos é.
Acredito na beleza das flores. No carinho das folhas e na integridade dos insetos. No amor das aranhas, no mistério da raia, dos dias frios de verão e nas chuvas de outono. Também creio no amanhã e em minha imortalidade. Creio na minha juventude e a aprecio deixando para amanhã por que sei que sou eterna, ainda que eu não seja.
Deleito-me das letras e brinco com versos abstratos, trago surrealismos e fumo tristeza na TPM. Embriago-me com lágrimas e curo minha ressaca com chocolate quente mexido com sorrisos.
Meus livros prediletos são o reflexo no escuro dos olhos verdes do meu finado cachorro e a intensidade do amarelo dos olhos da minha finada gata. E minha música predileta é a primeira sinfonia dos pássaros em cada manhã.
Meus maiores sonhos são varias cores, que misturadas, tornam-se outras.
Mas meu objetivo é preto. Um grande ponto preto no centro do mundo branco.
Adorno meu corpo com água pura, terra fértil e brisa travessa. Penteio com a brisa, me visto com a vida e ingiro mais vida, projetando calor e denunciando-me como vida.
Minhas dúvidas baseiam-se nos outros, por que eu estou satisfeita. Satisfeita, vê lá! Não acomodada.
Curto miado, chilreios e uivos. Cacarejos, relinchos e coaxos. Latidos, gemidos e zumbidos. Guitarras, teclados e harpas.
Gosto do escuro de minhas pálpebras e não sentir meu corpo sendo perfeitamente são. Alucino-me com o que vejo a cada respiração.
Tatuo as frases marcantes em minha mente. E deixo lá para um momento oportuno, ou ainda, as uso como lema. “Pensamentos são nuvens”... “Tudo é uma cópia”... “Seja você mesmo”... “Eu te amo”... “Have a Nice Day”... “Tudo para você é uma aventura”... Lemas, frases, tatuagens...
Gosto de digitar e guardar, e ler tempos depois e me perguntar “O que pensei naquela hora?”... Gosto de ler para os outros e pedir opinião. Ainda que isso me renda um pequeno rótulo.
Gosto de tirar notas azuis, e apesar disso, riu nas vermelhas, por que sei que as tirei por que quis, e que posso melhorar.
Gosto de biologia, a ciência da vida. Ecologia, o estudo da casa. Astrologia, estudo dos astros. E livros, estudo de tudo.
Gosto de deixar textos inacabados e voltar a lê-los tempos depois com novas experiências, pronta pra pô-las em pauta. Mas também gosto de terminá-los e voltar tempos depois e rir lembrando-me do que sentia ou como escrevi.
Fui sincera escrevendo isso, e foi agradável. Foi bom ter velhas lembranças de volta e lembrar do que sou e que não sou rotulada pelo mundo e com uma nova tatuagem: Não são as pessoas que dizem quem sou. Sou eu que digo a ela.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Quem sou eu?

Um fake.

Um daqueles que usam uma máscara bem bonitinha e simplesmente fingem ser a máscara.

Não guardo ódio de ninguém...[Exceto meu vizinho, ô praga maldita!] Nem vou guardar. Não tenho culpa de saber certas coisas... Ou talvez tenha.

É, talvez eu tenha mesmo. Aceitar a ajuda de alguém é como admitir ao mundo o que eu não consigo admitir nem a mim : Sou fraca, incapaz de realizar sozinha um ato como este. Sou estúpida e dependente, num mundo de gênios autônomos. Ajuda para mim, de forma resumida e radical é: A admissão de derrota contra si mesma.

Não sou louca, sou paranóica. Estou vendo o dia em que meu próximo quarto será de paredes brancas e forradas, ou de madeira e flores brancas... Não gosto de admitir que preciso de ajuda, não gosto. Especialmente numa questão tão íntima quanto a solidão. Vivi uns bons 12 anos praticamente sozinha. E quando conheci a compania e a perdi, foi pior do que quando eu era apenas sozinha sem saber o que era compania.

Por isso me isolei.

Evitei a tudo e a todos. Não quis me apegar a nada, com esse receio de sentir aquele vazio de novo. Mas percebi que, se eu ficasse sozinha o tempo todo, aquela dor passava, e a solidão me anestesiava. Era tão bom... Tão triste. Me fez pensar na vida e nos outros. Era bom por que eu aguentei, mas me questionava se os outros aguentariam. Não quis deixar que ninguém sentisse isso, por que o princípio é muito ruim. Só não estou morta, por que alguém bateu no portão quando eu fui pular da janela, por que a alça do fichario estourou, e por que aquele fulano me segurou na ponte. Mas talvez ninguém ajude os outros. Por isso lhes fiz compania. Para que eles não vivam da solidão, nem sintam o que senti. Foi ruim, péssimo. Mas como continuei viva, me acostumei e desaprendi sobre as pessoas. Não lembro como é um abraço daqueles fortes e duradouros que vejo na rua ou nos filmes. Por isso desvio os olhos. Se eu sentir saudade disso, vou querer isso e me sentir mal por não ser capaz de sentir ou ter algo assim. Evito tudo isso, todo esse contato. Sou podre, mas gosto. Não quero deixar que ninguém sinta isso, é realmente ruim, sabe? Não quero que você sinta isso, não quero que ninguém sinta, só eu. Por que eu gosto. Ninguém mais gosta. Não é egoísmo, é a sobra.

Rídiculo? Bizarro?

Não vou mais tentar morrer, viver até o limite desse sentimento tão ruim é quase um objetivo, o mais errado, mas é. Mas eu não preciso dele. Não preciso. Preciso daquele abraço, preciso de ajuda, preciso das lágrimas que escorrem pelo meu rosto caindo em meus dedos. Elas me fazem crêr que isso é bom e o que eu tenho é ruim. Solidão é ruim, mas é o que me consola da dor da falta de solidão. É o que resta. Já que eu não sei fazer nada com os outros.

É louco.

Mas é um dos meus piores lados. Só um dos.

Não quero perdão. Só quero justiça. Quero que você entenda o que sinto, e quero que apenas aceite minhas mais sinceras desculpas.

Eu não sei lidar com humanos. Tudo para meus olhos tem defeito - e não é a apenas a miopía que os fornece - por isso tenho que odiar a humanidade, pra manter minha solidão intacta.

Abdico dela pra não te perder.

Apenas te peço que aceite meu jeito frio...

sábado, 26 de novembro de 2011

Reflita:

Enquanto você não transar com uma mulher será virgem, sua mão não é mulher, a toalha nao é mulher e a parede e os lençois também não.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Uma boa amizade - para minha pequena devassa

Perguntei-me uma vez o que seria uma boa amizade....
Embora soe clichê essa pergunta, obtive resposta anos depois, num compartilhamento de conversa no MSN. Foram cerca de duas horas ou mais. Infelizmente, após caçar o quanto pude, não lembro a data, mas lembro que foi de madrugada – sempre foi – que aconteceu.

Extrovertida, amigável... Safada, se quiser. Sempre quis fazer algo a ela. Não tinha idéia de como me portar, antes de conhecê-la, mas muito ouvi a respeito dela. Montei uma imagem dela e ela mesma rasgou essa imagem.
O mundo que ache o que quiser dela. Não importa o quanto aprecie sexo, sei que por trás dos desejos há uma mulher, como as outras: Sofre, ama, odeia, menstrua, vive, gosta, chora...
Não fazia idéia de como descrevê-la. Mas percebi que não precisava. Gostaria de fazer um vídeo, como o que ela me fez, em agradecimento. Mas seria idiotice minha: Não sei fazer isso, e ela fez aquilo por que queria, não precisa de agradecimentos ou elogios. Por isso desisti. Faço isso agora por que ela merece. Por que ela me marcou, por que ela realmente me ensinou o que é ser amiga de alguém.

Apesar de não conseguir me expressar da forma certa, eu vou tentar.

Você me ensinou o que era a amizade. Da forma mais cômica, mas sincera que conseguiu. Não troco essa forma de aprendizagem. Não a troco. Entre conversas e risos, você foi você, mesmo sob uma máscara. Até o célebre dia em que você me mostrou como é você, sem a máscara. Você me deu sua confiança. Seus segredos e sua vida. E – não apenas em retribuição, mas num gesto amigo – eu te dei a minha. Vivemos.
Sorrimos.
Choramos.
Compartilhamos.
Momentos, dores, segredos, cumplicidades, músicas, opiniões, interpretações, desejos, aspirações, objetivos, verdades, mentiras, ousadias, fofuras, doces e as porcarias de noventa e nove centavos da Alika.
Fico feliz de verdade por que você conseguiu o que mais queria: uma filha. Também fico feliz de você ter achado a sua cara metade, que a satisfaz e a ama pelo que você é, independente do seu passado, mas visando um futuro ao seu lado.

É divertido lembrar dos bons momentos escutando uma música boa. Por isso, te dedico esta música marcante – que não foi só mais uma que ouvi, gostei loucamente no momento, depois de um tempo acabou a magia – e este texto curto – que foi muito mal planejado, mas escrito com a sinceridade que compactuamos – para você.

Está certo, palavras não valem, músicas também não. Mas não interessa a distância. Ainda vale a pena ser sua amiga. Sua amiga pelo que você é. Baby Girl Andie.

Você faz minha vida ser mágica.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O conceito de 'erro'

Erros são fatos extremamente comuns, aliás, chegam até a ser obrigatórios à humanidade.
O que seriam os erros, afinal? Falha nos planos? Ansiedade? Paciência?
Considero erros, excessos. Excessos de ansiedade, de paciência, euforia, personalidade, calma, objetividade, medo...
Erros também ser obras do acaso, que podem gerar uma reação em cadeia que altera por completo a vida.
Também pode ser o fruto de uma escolha ruim, que remonta a euforia e/ou a ansiedade em demasia.
Gosto da idéia de pensar que erros são excessos, pois me leva a crer que fui indisciplinada em determinada categoria. Talvez seja uma desculpa; embora a autoculpa ainda persista. Mas é fácil corrigir a indisciplina.
No fundo, às vezes, quisemos errar, por medo do que seria ‘depois’ no ‘acerto’. Talvez preguiça, talvez inexperiência, em ‘quanto tempo devo esperar?’ ou ‘Quando devo agir?’, também tem tido por insegurança – embora haja diferenças.
Deus, em sua incrível benevolência, forneceu-nos o livre-arbítrio. Talvez, por falta de experiência, não saibamos lidar com isso. Erramos. Mas aprendemos com isso. Temos a escolha de extrair o ápice do erro e descartar lembranças ruins... Assim como temos a opção de persistir no mesmo erro... Seja por preguiça, medo ou falta de altruísmo.
Talvez, um dia, Deus tenha errado. E soube aproveitar-se disso. Capturou a experiência e ignorou o erro – em si. Deu sua inteligência ao homem e observa-o desfrutar esta dádiva curioso com “até onde ele(a) vai?”
Erros... Existentes desde que uma gama de fatos deixou - por descuido que seja - de serem avaliados.
Simples assim.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dedicatória fundamental

Todos vocês fazem minha existência valer a pena. Cada um de vocês me fez perceber que o mero fato de existir vale, rende. Onde vocês estariam se não comigo? Vocês existiriam, caso eu não estivesse aqui? Sou má, cruel, limitada e fútil de uma forma um pouco menos rasa que o fútil comum. Lamento a todos, anuncio meu arrependimento e dedico palavras, meras palavras, mas que, a cada letra escrita, designam uma pá cavada na profundidade da minha alma. Graças a vocês meu coração não é oco. Graças a vocês sorri sorrisos infantis e sinceros. Obrigada e que Deus os tenha.

sábado, 5 de março de 2011

Bom... Faz algum tempo que nada posto... Então aqui vai uns posts... É uma curta que pensei esses dias...