DIARIO DE UMA REVOLTADA - Escrito num momento ruim... Muito ruim... Antes que comessem pieguisse e "Oh!!! Minha amiga, eu te amo, não fique assim... Drogas são ruins" Vão a merda, ok? Como disse, escrevi num momento ruim... Há mais de um ano... Não sou a pessoa mais feliz do mundo. Só estou postando isso aqui como uma homenagem ao motivo da minha tristeza e raiva da época. Não sou emo... Não choro adoidada, só que o que houve me deixou mal.
Fica aqui o concelho:
"Arrependa-se de ter feito, não de não ter acontecido." Acho que todos já ouviram esse ditado... Pois é... Eu preferia milhões de vezes passar 'duas semanas' arrependidas de não ter feito e depois não ter problema algum com isso, do que, hoje... dois anos e meio de ter feito... Trocaria todos esses dois anos e meio por aquelas duas semanas... Trocaria as melhores lembranças com meus amigos por aquele momento... E acima de tudo... Trocaria um coisa muito importante que tenho hoje, para ver de novo aqueles olhos verdes...
Sem mais delongas...uma revoltadaaaa
caraleooooooo
me deixem em pazzzzzzzzz
Quero de volta a minha droga, aquilo sim me consome e me entorpece como eu quero e me deixa tão, bem...
Fico tão alucinada que esqueço que tenho vida...
E aquela maldita voz na minha cabeça me delicia com seu som...
E fica me dizendo pra eu parar... Parar de me suicidar...
Parar de respirar....
Me deixem na minha maldita solidão, afogada nas minhas lágrimas de sangue que meu coração derramou... Dor, revolta, medo, raiva...
No meu rosto já possuo a trilha que essas mesmas lágrimas percorreram...
Encolhida num canto abrançando minhas pernas, minha camisa já tranparente das lágrimas, minha pele já preguenta das águas do mar que meus olhos viraram...
"Chorar não resolve... Chorar não resolve, sua filha da puta mal amada" fico ouvindo isso dentro de mim...
Levanto lentamente...
Cambaleante...
Seguindo até a porta de madeira com maçaneta de metal...
Vou caminhando pelo quarto escurro e vazio.
Cambaleante...
Cada passo dado, é como uma lembrança revivida em dinâmica... Sem a chance de mudar...
Quero de volta minha droga... Aquilo sim me consome e me entorpece como eu quero e me deixa tão bem...
Fico tão alucinada que esqueço que tenho vida... E aquela maldita voz na minha cabeça me delicia com seu som... E fica me dizendo pra eu parar, parar de me suicidar... Parar de respirar...
Tão próxima da porta... Tão próxima da saída... Tão perto do perdão...
As ultimas lembranças... As mais mortais...
Tanto egoísmo... Lágrimas sinceras e inuteis....
As ultimas lembranças as mais mortais...
Ergo minha mão trêmula...
A maçaneta está aí... Segure-a e abra a porta! Olhe seu próprio reflexo... Seus olhos podres, sua boca trêmula, seu rosto pálido e brilhoso dessa trilha seca aguada... Uma imagem distorcida, uma imagem tão real... Pareço um monstro... Sou um monstro...
"Sua maldita fracassada... Não é capaz nem de sair do seu proprio pesadelo!!"
Não dá...
Abaixo minha mão ainda trêmula... Dou meia volta, e corro de volta por maldito cantinho que me conforta como um leão conforta a presa...
Maldito cantinho... Me atiro com tudo no chão... Permaneço trêmula e soluçante...
As malditas lágrimas voltaram...
Meu cantinho de calor... Faz tanto frio...
Sinto o vento no meu rosto... Ah! Doce vento...
"Sua maldita fracassada! Não consegue nem sair do seu proprio pesadelo!"
Quero de volta a minha droga... aquilo sim me consome e me entorpece como eu quero, e me deixa tão... Bem...
Fico tão alucinada, que esqueço que tenho vida.
E aquela maldita voz na minha cabeça me delicia com seu som...
E fica me dizendo pra eu parar... Parar de me suicidar... Parar de respirar...
Nos meus olhos o medo...
"Vamos !!! Assitam meu medo!!!
Divirtam-se com minha dor!!!
Comtemplem meu odio!!"
...

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