Pode alimentar meus peixes? Tenho estado sem tempo. É só clicar, eles seguem a seta ♥
Quem sou eu
- rosett: A Albina
- Putz... Olha pra QUEM você pergunta... Mas, se for pra dizer quem eu sou eu digo... Reticências. Reflita. Me leia. Reflita...
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Mathiew - Discussão Três
Podemos conversar?
Quando desejar. Basta que se concentre.
Eu não me sinto bem e achei que conversar contigo resolveria.
Seu medo me diverte.
Você é um sádico.
E tenho a quem puxar.
Sinto-me só.
Eu não estou aqui?
Está mas... Falta algo.
Algo o que?
Algo que preciso ser suprida. Tornei-me mulher.
Eu sei.
Preciso amar alguém, mas todos quem amo recusaram meu amor.
Oh mulher, quem sois para proferir algo a respeito de amor? Sois uma menina com a vida inteira pela frente. Vives numa geração ‘fast food’ e reclama disso, mas queres arranjar a vida tão nova. És tão jovem. Espera, minha criança. Espera, pois ainda há muito que deve ver e aprender, pois tudo o que ver e aprender, há de ensinar aos teus filhos. Se tu deixares de viver para arranjar a vida a dois, ambos serão imaturos. Estragará tua vida e a dele. Ambos precisam viver. Não unir-se-ão tu e teu afeto agora, nem depois, lamento. Mas certamente a mulher que há de pertencer a ele, será muito feliz, bem como teu homem a espera pacientemente colhendo conhecimentos pela vida para ensiná-la a ti. E contigo, aos teus filhos.
É lindo. Mas o que farei até lá?
Espera. Viva, tens a vida inteira. Conheça o mundo, estude, crie, inove, divirta-se, saia, conquiste histórias e amigos, viaje. Te dou ainda dez anos para que pense na vida. Dez anos. A partir daí, serás a mulher ideal, e aí sim poderá cultivar um homem. Aos trinta e cinco, estará arranjada, e se não o estiver, dar-te-ei consolo para que não necessite disto. Aos quarenta e dois, talvez tenha filhos e será linda a geração criada por ti e o homem a qual foi destinado a ser teu. Caso não os tenha, certamente terá muito a ensinar aos filhos de teus amigos, pois nos dez anos que lhe dou agora, conquistará muitos. De agora a parabenizo. Tens uma vida linda. Basta deixar de te preocupar com algo tão supérfluo como a cópula agora.
Obrigada Mathiew.
Agradeça a teu Deus, eu sou só a parte dele em ti, a assinatura dele em tua alma. Esta é você, este é seu Deus. Juntos somos um só.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Mathiew - Discussão Dois
Oi...
...
Não posso te dar oi?
Está sentindo aquilo, o que foi?
Você sabe, só queria conversar com alguém...
Sim, eu sei, mas não vejo necessidade de ser comigo.
Quero me achar.
Comigo?
Gosto de você.
Por que te digo verdades? Preocupe-se em gostar de si mesma e então passe a gostar de mim.
Eu gosto de mim.
Pare de mentir.
Só isso?
Seja ignorante com sua mãe, comigo não.
Não sou ignorante com ela.
Seja impaciente com sua mãe.
Só quero conversar.
Pare de se distrair. Fale comigo, ao menos.
Desculpa.
Vai.
Voltei.
Não voltou. O que quer.
Você sabe.
Ok, sei mesmo. É uma ilusão isso que sente.
Falarei com você incontáveis vezes ainda, não é?
É.
Vai passar?
Sempre passa. É só esperar. Você é intensa e afoita. Quer tudo no seu tempo. Se você pensar bem, você é praticamente tudo o que te enoja. Egoísta, fútil, mesquinha. Reflita.
Sou legal.
Sei que é, mas estou falando de assuntos mais profundos que a superficialidade de um sorriso sincero no bom dia pra alguém.
Sou sincera ali.
Não, aquilo, aquele bom dia sincero, você só quer ser enxergada. Você tem complexo de tamanho?
Não fale assim, eu só queria...
Que ‘ele’ te notasse. Por favor, me poupe. Dê um nome a ele.
Que nome dou?
O dele. Tem medo de que leiam isso, não é? Tem medo de ele ler isso.
Na minha cabeça, ele nunca lerá.
Na realidade, ele nunca lerá, não há por que ele ler. Se ele realmente quiser saber sobre você, você já deu todas as dicas. Ele sabe que você tem o blog, ele sabe que lá estão suas realizações. Sabe de tudo isso. E ele não é estúpido. Se ele quiser achar, achará. Para de mentir pra si mesma, para de procurar a chance e inventar desculpas. Você é como a garotas iludida dos livros e das fics, mas não há príncipe encantado. E mesmo que haja, não é agora que descobriu a decepção que vai achar ele. Pule fora. Vou repetir de novo, sei que vou, até que ele diga as palavras com certeza. Talvez ele até queira algo de você. Mas nós dois sabemos que ele está curioso, e quando a curiosidade for satisfeita... Quando foi a última vez que fez crochê?
Tem razão... Eu sinto vontade de chorar.
E o que vai fazer agora. Você já tinha prometido a si mesma que não faria mais textos de amor, poemas e músicas. Fala pra mim, o que é isso que estamos fazendo agora. Quer queira você ou não, você é limitada. Você é fraca. E como pensamos juntos, ontem a noite, você é fácil. Simples assim. Quer discutir mais?
Você é mal.
Não. Você é má.
O que eu faço. Pare de pensar nele. Ou pense até enjoar.
Se eu pensar até enjoar, ficarei mais afim?
Bem, eis a questão, mas evitar te levará a pensar.
Preciso de férias.
Férias inacessíveis.
O que eu faço, eu sou fraca.
Você só é fácil. Tente ser só um pouquinho mais orgulhoso. Só um pouquinho mais mulher e surpreenda todos que pensam como eu. Surpreenda-me.
Desculpe, como faço isso?
Você sabe. Para de me perguntar tudo. Resolva seus problemas. Sozinha. As respostas estão em você, por que recorrer a mim?
Por que eu estou perdida.
Me ajuda.
A que?
A te ajudar.
Eu não sei o que fazer.
Sabe sim. Você sabe. Olha pro lado. Há um livro. Desliga tudo.
Mathiew, socorro.
Não é pra mim que você deve pedir ajuda. Sorria, vá para aquilo que pode te ajudar.
Obrigada.
Por que está agradecendo, se ainda está te doendo?
Foi uma direção.
Alcance a luz, e então me agradeça.
Mathiew - Discussão
Não tem graça... Está queimando, não consigo falar mais... Para... Está doendo... Eu to implorando, o que está urrando, seja lá o que for, pare... Pare... Depressão, o que quer de mim?
Quero teu ser, quero tua alma, quero que sua vida não valha a pena, quero que a entregue a mim, por que eu não tenho, então ladro as alheias.
Seja fofoqueiro, me esqueça, pare... Por favor, ladre outras vidas.
Hm... Talvez eu ladre outras mesmo, o egoísmo ladra a sua. Acho que matei sua solidariedade.
Para de me acusar... Por que? Pare de urrar, não vê que não quero te ouvir? Não percebe que se eu te ouvir urrarei também?!
Você só quer chamar atenção... Então vá lá chame. Dê o seu show. Você quer falar... Fale.
Eu sou imunda.
Sim, você é. Mas não por isso.
Então por que eu sou imunda, depressão.
Por não reconhecer o que ruge em você. Eu não sou a depressão, eu quero a sua vida, eu quero o seu corpo e a sua alma. Sou pior do que imagina: Sou o bem.
Não acredito em você... Não acredito em nada, nem em ninguém... Por que estamos conversando?
Por que você quer respostas... Você quer... concentre-se, e achará... Esqueça todos um pouco, procura aí dentro... Fecha os olhos vai... Fecha...
O que é?
Diga... Chore... Eu quero suas lágrimas também.
Embaçará meu óculos.
Seja cega, o mundo não é lindo. Só os cegos vêem isso.
Eu gosto dele.
E?
Eu quero ele.
Quer mesmo? Ou só quer satisfazer o desejo que ele retribui. Sente-se menos amada quando ele não lhe diz o tempo todo... Mas você quer dizer a ele, para ver se ele dirá de volta...
Eu me odeio.
Você só não fez o certo, deixe-me falar... Anda... Se abra... Me fale...
Pare de gritar...
Me impeça. Grite comigo.
Para...
Por que? Diga, diga, diga...
Para...
Diga, diga, diga, diga, não se impeça, fale, berre, urre... Anda!
É você?
Sim...
Esse arrepio e formigamento de arrependimento.
Sim...
Por que?
Acabou...
Acabou...
Voltou...
É... O que eu faço?
É só com ele?
Sim.
Passará?
Sempre passa... Não é?
É... Quero chorar.
É irreal.
Chorar é idiotice, né?
Não. É pior... É o alivio que você tem medo.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Um amigo meu, conversando sobre meu pai, disse algo assim sobre ele: 'É idiotice mover-se pelo desafio'
Em resposta, cogitei-lhe oferecer isto:
"Que nada, ele tem objetivos traçados. Só não atura ser desafiado.
Ele seria médico sabe? Doutor em sei lá o que, fez até anglo, sabe? Mas aí, um cara virou pra ele e falou algo assim " ser advogado é dureza, sabe? Não é pra qualquer um. Eu acho que você nem ia levar essa" Prontinho. E aí nasceu o Excenlentíssimo senhor doutor advogado. Só que nem foi aí. Foi quando meu pai falou 'Ok, farei, consigo' E o cara respondeu com a frase mágica 'Vou cobrar.' Batata. Ele trabalhou dezessete anos no correio, fez a carta de demissão mais foda que ja li, deixou toda uma história no lugar, tudo pra não ser cobrado.Tudo para ser seu próprio patrão, pra não ter neguinho apontando o dedo pra ele. Veio pra sampa por isso, por que um primo tirou sarro dele, deu uma surra na minha mãe quando ela desafiou a autoridade dele e botou uma porra duma faca no meu pescoço por desobedecê-lo. Ele é o próprio senhor, do jeito dele. Agora ele trabalha por que quer, estuda por que ama, faz o que der na telha e tem um otimismo agressivo que até me faz sentir bem. Hehehehehe... Não é só o desafio. É a ânsia de ser seu próprio dono, e não um mero pau mandado."
Pai, você pode pode ter sido tudo sabe? Um ser violento, um cachorro louco sem alma, um otimista, um opressor, um rei que merecia ser servido. Um sonhador. Dane-se.
Você foi um ótimo pai. Sua violência me deu exemplo do que quero ou não ser ao meu filho. Sua disciplina é fantasticamente exemplar. Lembro que uma vez eu lhe disse algo assim 'Você machuca as pessoas sem perceber' e tempos depois me peguei matando sorrindo. Você é um bom exemplo, um livro a ser explorado. Eu não te conheço, mas não sou conhecida, eu te conheço e sou uma propaganda num out dor. Eu te amo, seu jovem senhor estúpido e humilde. Eu gostaria que você soubesse, mas não sei como dizer. Você... Deveria saber o quanto o admiro. Sabe, quando eu era tampinha, que estudava no SESI, havia um ponto que dava para ver perfeitamente o prédio do correio. Lembro que pelo menos uma vez por dia eu parava ali e ficava olhando o prédio, meu pequeno segredo. Eu admirava o prédio, por que era seu local de trabalho, era dali que você tirava o meu café da manhã e o dinheiro do meu uniforme... Minha comida, e meu sustento, meu teto e minha passagem... Claro, eu não pensava nisso, mas admirava. Gostava de te olhar dormindo, mesmo que você roncasse alto. Até hoje gosto. Sinto que abrirá os olhos a qualquer momento! Gosto de sua expressão tranquila e amo seu sorriso com seu rosto inchado de sono quando acaba de acordar. Lembro dos seus mil copos de coca que quebrei. Dos castigos e dos abraços. E dos pedidos de desculpa - que para mim, na época eram extremamente cínicos, mas hoje sei que eram sinceros, por que sou violenta e me arrependo de minhas idiotices que faço quando estou com raiva - que você me dava após algum tempo de me bater. Tudo era motivo pra eu apanhar. Acabei sendo uma ovelha ordeira. Agora sou livre, rebelde, desenfreada juventude. Obrigada por ter deixado de ser o opressor que foi em minha infância, para que eu aprecie essa liberdade e cuide de meu filho, tão melhor quanto fui cuidada por sua existência. Eu te amo pai. Muito. Não faço ideia de como te dizer, mas... Eu simplesmente te amo.
Em resposta, cogitei-lhe oferecer isto:
"Que nada, ele tem objetivos traçados. Só não atura ser desafiado.
Ele seria médico sabe? Doutor em sei lá o que, fez até anglo, sabe? Mas aí, um cara virou pra ele e falou algo assim " ser advogado é dureza, sabe? Não é pra qualquer um. Eu acho que você nem ia levar essa" Prontinho. E aí nasceu o Excenlentíssimo senhor doutor advogado. Só que nem foi aí. Foi quando meu pai falou 'Ok, farei, consigo' E o cara respondeu com a frase mágica 'Vou cobrar.' Batata. Ele trabalhou dezessete anos no correio, fez a carta de demissão mais foda que ja li, deixou toda uma história no lugar, tudo pra não ser cobrado.Tudo para ser seu próprio patrão, pra não ter neguinho apontando o dedo pra ele. Veio pra sampa por isso, por que um primo tirou sarro dele, deu uma surra na minha mãe quando ela desafiou a autoridade dele e botou uma porra duma faca no meu pescoço por desobedecê-lo. Ele é o próprio senhor, do jeito dele. Agora ele trabalha por que quer, estuda por que ama, faz o que der na telha e tem um otimismo agressivo que até me faz sentir bem. Hehehehehe... Não é só o desafio. É a ânsia de ser seu próprio dono, e não um mero pau mandado."
Pai, você pode pode ter sido tudo sabe? Um ser violento, um cachorro louco sem alma, um otimista, um opressor, um rei que merecia ser servido. Um sonhador. Dane-se.
Você foi um ótimo pai. Sua violência me deu exemplo do que quero ou não ser ao meu filho. Sua disciplina é fantasticamente exemplar. Lembro que uma vez eu lhe disse algo assim 'Você machuca as pessoas sem perceber' e tempos depois me peguei matando sorrindo. Você é um bom exemplo, um livro a ser explorado. Eu não te conheço, mas não sou conhecida, eu te conheço e sou uma propaganda num out dor. Eu te amo, seu jovem senhor estúpido e humilde. Eu gostaria que você soubesse, mas não sei como dizer. Você... Deveria saber o quanto o admiro. Sabe, quando eu era tampinha, que estudava no SESI, havia um ponto que dava para ver perfeitamente o prédio do correio. Lembro que pelo menos uma vez por dia eu parava ali e ficava olhando o prédio, meu pequeno segredo. Eu admirava o prédio, por que era seu local de trabalho, era dali que você tirava o meu café da manhã e o dinheiro do meu uniforme... Minha comida, e meu sustento, meu teto e minha passagem... Claro, eu não pensava nisso, mas admirava. Gostava de te olhar dormindo, mesmo que você roncasse alto. Até hoje gosto. Sinto que abrirá os olhos a qualquer momento! Gosto de sua expressão tranquila e amo seu sorriso com seu rosto inchado de sono quando acaba de acordar. Lembro dos seus mil copos de coca que quebrei. Dos castigos e dos abraços. E dos pedidos de desculpa - que para mim, na época eram extremamente cínicos, mas hoje sei que eram sinceros, por que sou violenta e me arrependo de minhas idiotices que faço quando estou com raiva - que você me dava após algum tempo de me bater. Tudo era motivo pra eu apanhar. Acabei sendo uma ovelha ordeira. Agora sou livre, rebelde, desenfreada juventude. Obrigada por ter deixado de ser o opressor que foi em minha infância, para que eu aprecie essa liberdade e cuide de meu filho, tão melhor quanto fui cuidada por sua existência. Eu te amo pai. Muito. Não faço ideia de como te dizer, mas... Eu simplesmente te amo.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Rock And R'oll
Não interessa o significado, não foi feito para ser compreendido. Sua subjetividade é o que compõe o feitiço que atrai tantos fãs. Não é só um solinho de guitarra, murros em baterias ou explosões sanguinolentas de dedos em baixos. É mais do que um ritmo rápido e atordoante, muito mais do que um grito torpe ou o suor no palco. Mais do que sexo drogas e o nome em si.
Rock and R’oll é a união de tudo, é o calor dos fãs gritando as músicas, é o timbre que repercute na área somente exalado pela bateria, são as ondulações da corda da guitarra, é a sutileza do baixo, a delicadeza teclado. A imponência do vocal. Rock and R’oll é o símbolo em chamas, é a despreocupada atitude do roqueiro, é um dedo do meio a cada crítica não construtiva, é o foda-se a quem diz que não aprecia, é o puta que paril a cada novo som estonteante, é o caralho no solo fantástico, é o porra a cada falha, é o que foda que substitui o caralho e o porra. É sorriso sentido apenas de olhos fechados, naquela paradinha básica, e o “Yeah” quando torna a tocar. A explosão de luzes e o consolo da madrugada. É um odor do cigarro para um fumante, o calor da tequila na garganta, o clássico aos cultos ortodoxos, o computador ao nerd, o óculos ao míope, a caneta ao escritor, hieróglifos, pergaminhos e escritos cuneiformes a historiadores, doces ao futuro diabético, xarope a tosse, vacina à prevenção de doenças, carro ao executivo e advogado, farol vermelho ao pedestre apressado, moto ao atrasado, mulher gostosa ao homem, estilo carisma solteirice carência e heterossexualidade de um homem a uma mulher... São os exemplos às coisas que são difíceis de explicar.
É a paixão, é a magia, é o ritmo, é o timbre, é a repercussão, é a letra, é o hard, é o metal, é o psicodélico, é a incompreensão, é o folk, é o grunge, é o descaso, é a simpatia, é a subjetividade. É o sentimento.
Rock não se explica se sente. Não se ouve se aprecia. Não se canta, se grita. Não se comenta se traga. Não se critica: Ou ama, ou é a ralé que nós – roqueiros – ignoramos. Fique calado e respeite quem ama, por que somos obrigados a aturar vocês, seja no ônibus, na rua, em fila de espera, no banco, no carro do amigo, na casa de fulano, no toque do celular da menininha. Merecemos respeito, por sermos incríveis sem vulgaridade, por sermos populosos sem apelações, por sermos fãs sem violência. O que temos que falar, falamos na cara. Somos bonzinhos, até que o solinho do começo acaba.
Ature funkeiro, ature pagodeiro, ature ‘Manolo’ do axé. Não são gírias que compõem nossas letras, não são mulheres seminuas que compõem nosso palco, nem cervejas que divulgam nosso som. Não foram franginhas e androginia que fizeram nossa história. E menos ainda, não foi um ‘I Love you guys’ que fizeram nossos fãs. Nossos ídolos não são de quinze minutos atrás, são lendas. Seus pais conhecem e bem sabemos que vocês respeitam seus pais. Respeitem também.
É velho? Careta? Que ‘tosco’?... Bem, adivinhem quem inventou o ‘foda-se’?
Não estou criticando, embora pareça. Na verdade... Sim é uma crítica, não preciso usar máscara pra dizer isso: Parem de acusar, de criticar, como se fossem melhores, pequenos ‘apelões’ amadores. Se vocês fossem bons, se seus ídolos fossem bons, eu conheceria algum funkeiro, pagodeiro ou ‘Manolo’ do axé de dez anos atrás. Do ano passado, ainda. E vocês, se lembram quem foi tão foda quanto meus ídolos? Estreito os olhos e riu de sarcasmo a sua falta de cultura ou real interesse. São fãs que morrem por crianças andróginas, quando esses nem sabem que vocês existem. E nós? Apreciamos o trabalho dos nossos ídolos, mas sabemos que ele é tão mortal quanto nós, e lamentamos suas mortes, por que não ouviremos mais seus bons trabalhos. Não nos suicidamos. Ao menos ambos vão pro inferno. Eles por cantarem vulgaridades – ou lixos mesmo – e divulgarem, e vocês, por que essas suas almas corrompidas pertenciam a Deus, e vocês ficam aí dando ao diabo de graça – a quem pedir também, né suas putas?
Sim, odeio. É funkeiro? Pagodeiro? Fã de axé... Como chamo os vadios que curtem axé?! Enfim, se for esses ou ainda aquelas fãs histéricas que dariam a pouca bunda que possuem – por isso não são funkeiras – para o bibinha andrógino de cabelinho playmobil, poupai o não esdrúxulo que planejo oferecer, não adicione. Eu falaria sobre o arco-íris vivo, mas como tenho medinha de ser ofendidinha no twiter – que nem tenho por isso as críticas... Ofensas, vocês não sabem o que é crítica... Serão maiores – eu resolvi não falar... Se falarem mal de mim pelas minhas costas, no mínimo respeitam minha presença, suponho. De qualquer forma, aqui reside meu foda-se geral.
Desculpe, eu precisa falar, não agüento mais baitolagem forçada aqui. Nada contra gays e lésbicas... E bis. Sei que tem muita gente fina com opção sexual diferente da minha. Por isso, gays são gays ou homossexual, lésbicas são lésbicas, ou homossexuais, bis são bis, ou simpatizantes. Agora baitolas são essas drogas incapazes de pensar, pois o cérebro foi consumido por viadagem, putaria, violência e... Ah... As hipocrisias não têm fim, vocês entenderam.
P.S.: Se for criticar a porra que é o sistema, lembre-se que tenham em mente soluções ou melhorias plausíveis, para que pensemos que ao menos vocês sabem o que significa um sistema ser fodido, tenham todos uma ótima manhã, tarde, noite, madrugada. Se for fã dos alvos de minhas críticas, tropece num penhasco e caia de boca numa pedra, ou perto da toca dos lobos.
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