Pode alimentar meus peixes? Tenho estado sem tempo. É só clicar, eles seguem a seta ♥
Quem sou eu
- rosett: A Albina
- Putz... Olha pra QUEM você pergunta... Mas, se for pra dizer quem eu sou eu digo... Reticências. Reflita. Me leia. Reflita...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
S U P E R A Ç Ã O
“De agora em diante, você vai sorrir para mim... Sempre que eu o olhar, você estará com esse seu sorriso imortalizado para mim... Apenas para mim...”
Foi com essa frase que ela conquistou, não instantaneamente, o que ela mais queria...
Liberdade...
... * ... * ...
Era uma agradável tarde. As crianças corriam para lá e para cá na escola... Alguns grupinhos de menininhas futuramente fúteis conversavam idiotices enquanto lanchavam. Alguns garotos brincavam de pique pega... Algumas crianças isolavam-se em cantos, e outros ainda caminhavam para lá e para cá, conversando amenidades.
Ela não... Ela o procurava... Queria ficar perto dele... Era só com ele que ela queria ficar... Só com ele...
-Sasuke! Te achei!! – Ela sorriu animadamente partindo pra cima dele. Mas antes de abraçá-lo, parou e apenas ficou eufórica ao lado dele, guardando toda aquela energia de vê-lo para si.
-Sakura... A gente se viu faz nem dez minutos... – Ele suspirou achando engraçado a animação dela – Parece que a gente não se vê há três anos... – Ele continuou rindo.
-É que o tempo passa devagar para mim... – Ela contornou ficando corada... Era tão obvio assim sua euforia em vê-lo? Oh... É claro que era...
-Sei, sei... Onde estão o Naruto e o Kiba? – Sasuke perguntou procurando os amigos.
-Eu... Também estava procurando eles... Mas só achei você... – Ela fingiu estar desapontada.
Sasuke a olhou um momento.
-Eu te irrito? Pode voltar de onde veio! – Ele bufou.
-Não! Eu só estava brincando! – Ela respondeu irritada... Por que ele não conseguia decifrá-la?
-Olha eles ali! – Sasuke a ignorou e correu de encontro aos amigos.
Sakura parou um momento... Como pode ser ignorada daquela forma?
Ora... Ela apenas o seguiu sem animação... Seus segundos sozinha com ele se foram... Agora tinha Naruto e Kiba ali...
-Oi gente... - Ela se aproximou sem animação.
-Seu cabelo ta zoado... - Naruto apontou.
Ela revirou os olhos.
-E desde quando eu ligo pra isso? - Ela suspirou caminhando com eles, ao lado de Sasuke.
-Você é uma menina! Devia se importar! – Kiba afirmou fazendo uma expressão enojada.
-Se está tão incomodado, vá lá ajeitar o seu... Eu peço o creme da Tenten emprestado... – Sakura sorriu de forma sugestiva para Kiba. Este corou e berrou:
-Cala a boca, sua besta!
Ela riu. Bem como Naruto e Sasuke.
-O que foi, Kiba? Ta com medo de ela descobrir que você gosta dela? – Sasuke sorriu erguendo sugestivamente uma sobrancelha.
-E... Eu não gosto dela! – Ele berrou nervoso.
-Ah, não? Então não vai se importar se eu chamar ela, não é? – Sakura sorriu.
Kiba a olhou paralisado e com medo.
-C... Claro que não... Eu...
-Ô TENTEN!!! – Sakura se virou para determinado lado gritando.
-Cala a boca!!! – Kiba a agarrou e tapou sua boca. Naruto e Sasuke ficaram rindo.
Bem como Sakura se divertindo enquanto via Tenten caminhar até eles.
-Fala... – Ela falou emburrada. Tenten era uma das patricinhas da sala... E detestava ficar perto de pessoas que não fossem fúteis como ela... Sakura, Kiba, Sasuke e Naruto eram essas pessoas.
-Hm... Bhmmm... Fmmm... Hmmm... – Sakura tentou falar, mas com Kiba tapando sua boca, era difícil.
-O que? – Ela tentou entender. Então olhou para Kiba o fuzilando com o olhar – Kiba! Deixa ela falar!
Eeste obedeceu corado, mas não saiu de perto dela. Queria estar perto para matar Sakura quando ela acabasse.
-Eu queria saber... – Sakura começou bem lentamente, olhando Kiba de soslaio, com um sorriso convencido no rosto – Se você gosta do... – Ela continuava falando em câmera lenta. Kiba se contorcia em silêncio enquanto pensava em como matar Sakura e esconder as fuças quando Tenten o encarasse novamente – Creme de pentear da Loreal Paris... Gosta? – Ela perguntou cortando rapidamente.
Naruto e Sasuke não se agüentavam de rir.
Kiba suspirou e Tenten respondeu.
-Não, por que? Ela estreitou os olhos... Só queria sair logo dali.
-Ah, é que seu cabelo é tão bem cuidado e arrumado... Ela sorriu.
-Minha mãe arruma pra mim... Era só isso? – Ela falou tentando ser gentil... Extremamente falsa...
-Era si isso mesmo... – Sakura sorriu e caminhou até Naruto e Sasuke.
Assim como eles, ela ria alto.
-O que foi, Kibinha? Ta amarelando por que? – Naruto riu.
Kiba ficou quiero.
-Own Kiba... Não fica assim... Todo mundo se apaixona... Você, o Naruto, a Tenten... – Ela tentou consolar o amigo de forma irônica.
-É? Deixa só eu descobrir de quem você gosta, e aí é que eu quero ver... – Kiba ameaçou. Sakura parou de rir e olhou para ele um momento.
Naruto olhou para ela e depous para Sasuke.
-Aposto que é do Sasuke! Você ta sempre grudada neçe! – Ele riu.
Kiba sorriu com malícia, ainda encarando Sakura. Ela não riu. Apenas ficou zangada e desviou o olhar para Naruto.
-Cala a boca! Eu não gosto de ninguém! Que ridículo! Gostar do Sasuke... Pode uma coisa dessas? – Ela falou fazendo pouco caso.
-Gosta do Sasuke, gosta do Sasuke... – Naruto começou a cantarolar como se cantasse “ta namorando, ta namorando”.
Sasuke deu um empurrão em Naruto e o mandou ficar quieto.
-Por que Ta zangadinho? Também gosta dela? – Ele riu e ficaram cantando.
-Tão namorando, tão namorando...
No fundo, Sakura queria que fosse verdade... Seria maravilhoso se o garoto que ela tanto gostava estivesse gostando dela.
-Calem a boca! VocÊs não sabem de nada! Eu não gosto do Sasuke... – Ela vociferou – Mas você gosta da Tenten e você da Temari! – Ela apontou para Kiba e Naruto.
Sasuke riu.
-Cantem agora... Se ficarem enchendo nosso saco, a gente fala pra elas... – Sasuke riu e Sakura o apoiou.
-Tá, parei... Mas que vocês se gostam, isso é verdade... – Naruto sorriu e começou a correr enquanto Sasuke partiu pra cima dele.
-Admite logo que é muito afim dele, vai... – Kiba insistiu como quem não queria nada, enquanto assistiam Naruto fugir de Sasuke.
-Deixa de falar besteira... Se eu gosto dele ou não, o problema é meu... – Ela bufou.
-Não to falando que é um problema gostar dele... To falando pra você admitir. A sala toda já sabe... – Ele olhou Sakura de soslaio.
-Sabe...? – Ela fraquejou e encarou Kiba um momento. Kiba encarou ela mais abertamente.
-Não... Mas agora vão saber... – Então virou-se na direção de Naruto ao longe correndo – Ô NARUTO!!! CHEGA AÍ!! – Ele sorriu e depois sorriu com malícia para ela.
Ela ficou com medo.
-Kiba... Para... Eu não gosto dele... – Ela fraquejou.
-Do jeito que eu não gosto da Tenten... – Ele sorriu.
-Então você gosta mesmo? – Ela tentou contornar, mas sua voz não saiu na firmeza desejada.
-Gosto sim, e daí? – Ele sorriu.
-Se você contar, eu falo para ela! – Sakura ameaçou.
-Que menina malvada... Vai lá contar, por que eu já vou contar... Pode falar que eu não ligo! – Ele sorriu r virou-se para a direção de Naruto que se aproximava junto com Sasuke.
-Kiba... Não... – Ela sussurrou quase implorando.
-Não o que? – Ele sussurrou de volta, divertindo-se do desespero dela.
-Eu faço o que vocÊ quiser... – Ela pediu.
-O que eu quiser...? – ele perguntou desconfiado.
-Tudo! – Ela achou sua esperança ali.
-Beleza então... – Ela se virou para Naruto.
-O que foi? – Naruto perguntou olhando Sakura estremamente corada olhando Kiba e ele de relance. Parecia evitar olhar Sasuke... Que estranho. Ela nunca tirava os olhos dele.
-É que... A sakura me falou de quem ela gosta... – Kiba sorriu com malícia olhando Sakura.
-Kiba!! – Ela ficou furiosa de repente.
-Quem, quem??? – Sasuke e Naruto se interessaram.
-É o Lee... – Ele sorriu.
-Kiba!! – Ela berrou aliviada e irritada.
-Ahhh! Gosta do Lee!! – Os olhos caçoaram.
Sakura estava extremamente corada. Que filho da mãe o Kiba era!
Ficaram se zoando o intervalo inteiro.
E na sala também.
Mas na hora da saída, Sakura era sempre a última a sair. Então, quando todos estavam saindo...
-Sasuke! Me espera! – Ela o chamou.
Ele ia parando, mas Kiba o enpurrou para fora da sala, depois entrou na sala e ficou perto dela.
-Eu não falei nada.
-Mas fez pior! – Ela vociferou.
-Você ainda me deve... Se não, eu conto a verdade.
-Seu cachorro! – Ela ralhou.
-É, eu sou... Mas não sou eu quem gosta do Sasuke... – Ele riu.
-O que você quer...? – Ela falou seca e sem opções.
-Que você faça eu ficar com a Tenten... – Ele pediu olhando de lado.
-Eu nem falo com ela! Como espera que eu faça isso? – Ela se revoltou.
-Te vira... – Ele sorriu indo embora.
A sala ficou vazia... Só Sakura e seus planos mentais frustrasdos de fazer Kiba ficar com Tenten.
Sakura chegou atrasada na escola... Mas não estava nem aí... E por que? Quase ninguém veio para a escola... Era ponto facultativo, mas ela não estava entendendo a matéria então seu pai a forçou ir à escola.
Sakura estava sentada na frente. Algumas meninas patricinhas estavam mais ao lado enquanto ela ficava desenhando em seu caderno, até que algo chamou sua atenção.
-Oi, Sakura! – Alguém a cumprimentou.
Ela olhou para o lado e viu Sasuke sorrindo.
-Oi! Só veio a gente mesmo, não é? – Ela falou olhando para os lados vendo que seus outros dois amigos não vieram.
-É... – Sasuke falou também olhando para os lados.
-Tudo bem? – Ela perguntou voltando a se ater ao desenho... Não queria ficar encarando ele demais... Se não, vai que ela babava?
-Tudo... E você? – Ele empurrou ela um pouco da cadeira afim de sentar ao lado dela, com ela.
-Você é folgado, heim? – Eu to bem assim, obrigada... Mas estaria melhor com a cadeira toda... – Ela reclamou seca.
-Verdade? Nossa... Não posso fazer nada por você... – Sasuke foi falso e riu.
Ela revirou os olhos e voltou a desenhar.
-O que você está fazendo? – Ele perguntou a ela depois de algum silêncio.
-Tentando quebrar a ponta do meu lápis no caderno e não em você... – Ela falou forçando a ponta do lápis.
-Tá de mal humor hoje? – Ele perguntou se afastando.
-Não... Eu sou sempre assim no começo das aulas... – Ela falou olhando-o nos olhos.
-Eu sei... Te conheço bem... – Não tanto quando ela gostaria mas... Foi bom ouvir aquilo.
-Que legal então... Pelo menos sabe que não deve me dar nada de coco no anivarsário. – Ela riu.
-Vou fazer melhor... Não vou te dar nada... Assim não tenho perigo de errar! – Ele riu.
-Aff... Seu pobre! – Ela riu novamente.
Ficaram conversando mais um pouco até que ele perguntou.
-Sakura... – Ele começou.
-Fala... – Ela continuou entretida com o desenho.
-Você... Gosta... – Ele falava lentamente.
Isso atraiu a atenção dela. Ela conhecia ele. E sabia que ele só falava lentamente quando ficava sem graça. Então o olhou.
-Gosto...? – Ela o incentivou a continuar.
-Não... Nada... – Ele tentou mudar de assunto.
-Começou, agora fala! – Ela largou o caderno e pretendia fazer ele falar a força...
Ele sabia que se ela quisesse que ele falasse, ele falaria.
-Er... Você gosta mesmo do Lee...? – Ele ficou corado e encarou ela.
Ela olhou-o como boba.
-Não! Lógico que não! – Ela riu.
-Pode falar a verdade pra mim. – Ele sorriu amigavelmente – Não vou espalhar, não... – Ele sorriu de novo.
Ela corou e virou o rosto.
-Não gosto do Lee... – Essa atitude dela fez ele apenas acreditar que era mentira.
-Ta bom... Vou fingir que acredito.
-Não gosto dele! Gosto de... – Ela falou irritada rapidamente, mas conteve-se a tempo.
Ele parecia ter prestado atenção nela – Outra pessora... – Ela completou corada e olhando de lado.
Voltou a pegar seu caderno e desenhar.
-É mesmo? Quem? – Ele se interessou.
-Para de falar de mim... E você? De quem você gosta? – Ela contornou.
-Da Ino... Viu! Eu falei! Agora fala você... – Ele sorriu e pediu.
Sakura ficou surpresa no “Da Ino...”. Então ele já gostava de alguém? Como? Por que não era ela? O que a Ino tinha que ele não tinha? Por que ela e não Sakura? Era por que ela era loira? Era os olhos azuis? Sakura não se importaria em pintar os cabelos e por lentes... Era a altura? Sakura também não se importava em usar salto plataforma...
-De outra pessoa... – Ela falou vazia. Largou o caderno e se levantou ameaçando sair da sala.
Sasuke a seguiu.
-Onde você vai? Tudo bem? – Ele perguntou preocupado – O que houve?
-Preciso ir ao banheiro... – Ela falou escondendo o rosto.
-Sakura! – Ele chamou novamente. – Seguiu ela. E quando estava no meio do corredor, conseguiu pará-la virando-a para si – O que foi?
-Me solta! Eu só vou ao banheiro! – Ela falou virando o rosto. Eles já estavam em frente a outra sala. E nesta sala havia uma professora e um aluno com a mão erguida. Sakura ficou encarando o tal garoto.
Sasuke olhou para onde ela olhava e viu o garoto.
-É ele? – Ele perguntou.
-O que...? – Ela nem tinha noção de quem estava olhando. Então prestou atenção. Era um garoto alto, cabelos negros e pele alva. Parecia um pouco com o Sasuke... Mas era do Sasuke que ela gostava...
-O garoto que você gosta... – Sasuke perguntou ainda segurando a mão de Sakura e encarando o moleque.
-É... – Ela sorriu derrotada. Já que Sasuke gostava de alguém, ela deveria partir para outra... Já que ela não fazia idéia de como conquistar seu amor.
-Como ele se chama? – Sasuke a encarou.
Ela encarou Sasuke de forma profunda. Quase como se seus olhos falassem “Eu te amo!”.
-Sa... – Ela começou, mas algo a fez parar.
Ela olhou para a porta da sala do tal garoto e encarou ele saindo da sala.
Ela corou violentamente por alguém estar ali vendo sua declaração ao seu amor.
-Í... – O garoto a completou olhando-a serio.
-Í o que? – Sasuke não entendeu.
-Meu nome é Saí... – Ele olhou Sakura de relance e saou em direção ao bebedouro.
Sakura abaixou a cabeça derrotada e voltou para a sala.
Seu amor já gostava de alguém... Alguém que Sakura detestava... Mais ainda agora. Kiba sabia seu segredo... E agora teria de armar um plano para impedir de dizer a verdade. E um garoto que ela nem conhecia achava que ela era afim delelll
E qual é a pior parte? É que ainda poderia piorar... Ah se podia...
Bem... Isso é o que Sakura se lembrava...
Naquela época, Sakur atinha nove anos... E viveu esse momento idiota a vida toda.
Hoje tinha dezesseis anos e fazia quase dois anos que não via Sasuke... Mas ainda gostava dele...
Inferno!
Sasuke nunca ficou com Ino... Mas... Muitas coisas aconteceram até aquele momento.
Sakura lembrava-se que arranjou uma amiga muito bonita... Pela qual Sasuke mostrou-se interessado. E quando saíram da oitava série, descobriu que eles foram estudar na mesma escola, enquanto ela foi para outra...
Sakura tinha vontade de se suicidar... Mas apoiava a amiga... Se ela quisesse ficar com o Sasuke... Mas era ela quem ele amava...
Mas isso passou dos limites. Sakura queria dar a volta por cima e fingir que não o amava mais... Daria um jeito de enganar a si mesma... E deu.
O que ela fez?
Viajou para a casa dos avós... Ficou quase dois meses lá.
Enquanto passeava por lá uma vez, comprou um chaveiro em forma de esqueleto.
Ela se apaixonou pelo chaveiro... Sim, era roqueira... Mas fosse o que fosse que sentia pelo chaveiro, só sabia que tinha de ficar com ele para sempre.
Quando voltou para casa, ficou se lembrando de sua vida na outra escola. Pensando nisso e enamorando o chaveiro, o comprou.
Decidiu, dado seu passado, que daria o nome dele ao chaveiro.
-De agora em diante, você se chama Sasuke... – Ela sorriu olhando a pequena caveira de olhos com pedrinhas lapidadas de plástico vermelho.
-Save, Sasuke... Eu sempre te amei... Mas agora você é só um esqueleto morto... Você não existe mais para mim... Você é só essa caveira... Que está sempre sorrindo com esse olhar opaco... Sakura riu – A partir de agora, você vai sorrir para mim... Sempre que eu o olhar, você estará com esse seu sorriso imortalizado por mim, apenas para mim... E mais ninguém... Você é meu... E passará a eternidade ao meu lado... Eu estou dedicando a você todo o meu amor e sentimento... Em você, seu objeto estático... – Ela sorriu ao chaveiro.
Sakura estava ao pé da janela de sua casa, agora. Uma brisa gostosa lhe acariciou o rosto quando ela acabou de dizer isso... Fechou os olhos apreciando o momento.
Em sua mente, era a mão dele lhe acariciando.
Ela sorriu e abriu os olhos, mandou um beijo no ar e riu.
-Que o vento leve esse beijo a você... É minha despedida... Entendeu, Sasuke? Eu te superei... Estou te superando... Te superarei... Você agora... – Ela colocou o chaveiro em evidência – Está morto... Vai ficar num canto do meu bolso... – Então ela olhou o chaveiro nos olhos – E cada vez que eu te olhar, vou lembrar de você... Mas você é um esqueleto... Então vou lembrar que você morreu para mim. Vou sorrir e suspirar aliviada... E dizer feliz “Te superei, idiota!” – Então deu um selinho no chaveiro e guardou Sasuke em seu bolso.
Obvio que ela não superou naquele momento... Mas aquele foi o passo crucial para superar aquele sofrimento infantil de sete anos...
E que viessem mais sete anos...!
Mas o sofrimento não seria mais de amor...
sábado, 17 de dezembro de 2011
Desespero
E você continua aí, agindo como se não ligasse, por que no fundo você liga. E eu continuo aqui, fingindo que não me importo, mas no fundo eu me importo. E nós dois continuamos por aí, vivendo nossas vidas. E por mais que eu negasse, no fundo era verdade. E por mais que eu mentisse, a verdade se desenhava bem diante do meu nariz. Dizendo as mesmas frases, as mesmas palavras, com a mesma intenção. Não adianta mais eu tentar negar ou mentir. Eu já tinha caído naquela rede estúpida. Então era isso afinal? Quantas vezes havia sentido aquilo? Quantas vezes eu me perguntei a mesma coisas, e a única diferença era a pessoa que me fazia perguntar? No final, você é só mais um e eu sou só mais uma. Eu só cometi uma idiotice, uma grande idiotice. E simplesmente sou covarde pra seguir adiante. Eu preciso de músicas, daquelas tristes e frias que me abraçam e berram. Eu não agüento tão mais, ou eu grito, ou eu desabo. Vou gritar... Gritar e gritar e gritar... Me corte devagarzinho, assim, desse jeito. Com um canivete enferrujado, mas ainda afiado na pontinha... Mas só a pontinha... O resto, me rasgue na marra.
Tristeza
Por que você comporta minha dor, você guarda meus rancores. Quem sois vós afinal? Questões, dúvidas, momentos. Não reconheço-o como meu, mesmo sabendo que o é. Secava minhas lágrimas enquanto abulia minhas feridas. Ora qual, quem sois? Não quero, não gosto, não posso. Leia minha negação e não ouse ignorá-la novamente. Não é um desafio, mas você não lê o não implícito, escrito, tatuado. Então vamos lá, eu quero, eu gosto, eu posso. Há afirmações, ouse ignorar minhas negações novamente. É um desafio, você lê o implícito, está escrito, tatuado.
Não me lembrava da dor, só queria ser consolada, mas você me mostrava a existência dela.
Solidão, quem sois voz? Eu acreditando que poderia ser feliz, que tinha esse direito. Se minha consciência pesa, é por que errei. Se dói, é por que machuquei. Se arde, arranhei. Se queima, ousei. Se choro, pequei.
Me machuque, me arranhe, me queime, seja meu pecado, ou, ao menos, a minha rendição, a um milímetro do meu dedo, no ápice da contorção. Não me deixe alcançá-lo, mas esteja perto. Perto o suficiente para eu olhá-lo nos olhos e ver toda a minha vida. E perto o suficiente, para que seja um borrão, causado pelas lágrimas que serão as cicatrizes do chicote voraz que é a verdade.
...
Grite com meus olhos, morda minhas palavras e dilacere minhas verdades. Concretize sua forma em mim, me possua, me assuma, vende-me e arranque minha língua. Torture-me sem, entretanto, arrancar uma única gota do meu sangue tóxico. Podre como meus olhos e minhas verdades. Eufemismos, metáforas e pleonasmos, aliterações, sinestesias e hipérboles. Abstracionismo, surrealismo e um cubismo quase insano... Ilusões.
Abstracionismo eólico
No abraço habilidoso
da dócil e cativa,
alcança o torpor preciso
no gélido e amargo vento.
Um corte grosseiro,
com precisa maestria,
arde agudamente
o fogo do gelo.
Outro abraço, outra brisa, um doce sorriso,
alegrias não vividas no torpor da nostalgia.
Um abraço,
doloroso,
no saudoso funeral.
O silêncio mórbido
daqueles que dormem,
residem nos espíritos lupinos
que uivam em mausoléus,
acreditam no abraço
da mais doce e cativa.
É preciso e grosseiro
em sua extrema maestria.
Ignora,
brinca,
abate
e
consola.
Queima,
congela
e chora em tua pele,
ousa desejar a tua compreensão sem importar-se, de fato, com tua presença.
Profano,
com audácia,
consola o devaneio;
devolve a realidade, tirando seus sonhos,
como as máscaras que roubam tua identidade:
Te molda sem teu querer e te diz ‘oi’ e ‘adeus’ com a mesma falsidade
na intensidade da adrenalina ao desconhecido.
Máscaras II
Máscaras
– II –
Doces máscaras enfeitam o mundo como se fosse um eterno carnaval. Não acredito em muitas coisas e nem espero algo mais depois do ‘momento’.
Eu deveria acreditar, acho... Mas não. Não acredito. Amor? Cruzes, isso existe? Não boto fé em quase nada... Quase nada...
Gostaria que tudo acabasse e o céu caísse. Contanto que eu estivesse dormindo. Sonhando com meus pesadelos de sempre. E quando o sonho acabasse o mundo teria ido junto. Daí, talvez, com tudo acabado, tudo o que eu sonharia seria bom. Já que seriam lembranças de algo que nunca mais veria.
Uma pena de um pombo que alçou vôo. Uma pedra que um garoto jogou contra um portão. As varias moedas que existem no mundo. Dezenas de pessoas que conheço. Os sorrisos que tanto me alegraram a cada reencontro. As páginas das revistas que me distraem. As notas ruins nos históricos podres. A carreira que nunca terei, já que não há futuro... Não há nem um ‘eu’.
É...
Tudo seria um sonho bom. Pesadelos seriam miragens... Perseguições, estupros, assaltos, mortes de pessoas queridas... As próprias mortes. Fim.
Mas não há nada disso.
Há apenas uma nova máscara que exibe cada olhar em cada início de dia.
A pessoa no espelho, a primeira pessoa a quem você olha no dia. O primeiro cumprimento. Tudo uma grande mentira. Não há sorrisos perfeitos, olhares sinceros ou metas nobres. Tudo é uma grande mentira. Tudo é um grande monte de falsidade, interesses... Orgulho tolo e invejoso.
Mentiras.
Fazem da verdade uma pepita pura e lapidada.
O próprio ouro, puro e lapidado, é feio. Fraco. Mas vale tanto mais do que um perfeito anel de ouro branco. Enfeitado, talhado com tribais atraentes, conquistando mulheres e produzindo mais sorrisos falsos. A felicidade deveria residir no “Case-se comigo”, não no anel caríssimo. A felicidade no pedido só reside em mentes voltadas ao cinema – mentiras que existem para entreter o público e/ou estimular novas mentiras.
É tudo tão falso. Tão patético. Mentira em cima de mentira.
Não acredito em nada.
Sem ponto de exclamação ou reticências.
Não há verdades. Só mentiras. Uma criatividade inigualável. Ganha o mais mentiroso, ganha a grande idéia, ganha quem tiver mais ganância... Não mais ambição.
Tenho nojo de tudo isso. Tudo.
Você passa a sua infância vendo e aprendendo sobre o grande teatro que é o mundo. Na adolescência, você aprende a moldar uma máscara que chamam de ‘profissional’. Assim, quando você for adulto, você poderá usar essa máscara pra esconder seu caráter.
E adivinhe: Seu caráter é podre. Por isso você precisa da máscara.
Por que é podre?
Por que quando você é uma criança, você tem apenas uma mente aberta. Aberta para capturar, da forma mais rápida que conseguir, a idéia que o grande teatro – mundo, se preferir – quer passar. Na adolescência, você é um completo perdido. Você não é ninguém. Aqueles que usam máscara têm a função de te ensinar a moldar sua máscara. Conviver com um ator do grande teatro, te ensina a manter a mente aberta para capturar a essência do ator. Automaticamente você aprende a ser essa essência, afinal você não é ninguém. Capturando essa essência, você já tem a malandragem – instrumento essencial ao exímio mentiroso (profissional, se preferir) – para usar a máscara que vai criando.
Então agora você é um adulto – nesse caso, também profissional – completo e moderno.
É tudo o que queriam que você fosse desde que te exibiram o grande teatro na primeira vez.
Profissional. Mentiroso. Ator. Malandro.
O incrível mascarado.
Melhor que ontem e rezando pra ser alguém amanhã. Hoje, você é o fruto de um atual derrotado – mas ontem, ‘ele’ foi o profissional ator malandro. Só mais um mentiroso. – O que tem de tão especial amanhã? Outra máscara para vestir.
Outra função do profissional, além de instruir ex-crianças de mentes abertas a construir suas máscaras, é fazer máscaras melhores.
Sorria seu mais sincero sorriso. Mas não se esqueça de fazer isso logo após seu pai ter morrido de AIDS e tê-lo visto apodrecer VIVO no hospital. Chore copiosamente após ver uma cidade explodir por conta de uma bomba atômica minutos depois de ouvir seu afeto te pedir em namoro no restaurante mais romântico de Paris. Não faça porra nenhuma assim que ouvir que acharam a cura d câncer cerebral após voltar do enterro de sua mãe e saber que sua filha também tem. Mas fique tão eufórico quanto uma criança débil mental após ver uma aranha ficar pendurada por um fio que ela mesma fez, um metro e meio abaixo do teto, entre você e a TV na casa daquela tia que você só soube da existência hoje de manhã.
Exímias mentiras.
Ganhei na loteria. Fui pedida em namoro. Eu realmente amo você. Adoro quando você diz meu nome. Nossa como eu odeio chocolate. Não bebo refrigerante. Amo salada. Eu gosto de cuidar da jaula dos animais. Hoje foi o melhor dia da minha vida.
Vai ficar tudo bem...
Exímias mentiras.
Sabe, devia haver uma música disso tudo! É! Mas não há.
Também não há uma animação sincera nas exclamações acima. Mas há mentira. Há a maestria de uma máscara. E eu sou apenas a aprendiz disso. Eu sou só a ex-criança. Estou construindo minha máscara.
E a odeio antes de costurá-la em meu rosto.
Todos os dias a uso. E está pertíssimo o momento em que pegarei uma agulha e sangrarei lágrimas ao costurá-la permanentemente no meu rosto. E isso logo após arrancar o meu rosto! Não interessa quantas exclamações eu use: Não há animação.
Quer verdades? Ouça clássicos que não têm letra. Veja Van Gogh ou Victor Vassaréli. Procure as imagens na aurora boreal. Ou a ilógica na matemática. A razão no empirismo, ou o empirismo na razão.
É tudo uma grande mentira. E se foi mentirosos que tocaram, fizeram ou disseram isso, são mais mentiras. Uma pilha delas.
A diferença é que, ao menos, eles costuraram a máscara por cima do rosto. Não perderam nem passaram por cima do próprio caráter para usá-las. Mas obviamente, a sociedade os reprimiu. Só por dizerem a verdade.
A mentira é um grande pecado.
A sociedade se move sob mentiras.
Logo...
Uma máscara
Futura profissional provida de máscara
E
Falta de caráter.
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