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sábado, 17 de dezembro de 2011

Abstracionismo eólico

No abraço habilidoso
da dócil e cativa,
alcança o torpor preciso
no gélido e amargo vento.

Um corte grosseiro,
com precisa maestria,
arde agudamente
o fogo do gelo.

Outro abraço, outra brisa, um doce sorriso,
alegrias não vividas no torpor da nostalgia.

Um abraço,
doloroso,
no saudoso funeral.

O silêncio mórbido
daqueles que dormem,
residem nos espíritos lupinos
que uivam em mausoléus,
acreditam no abraço
da mais doce e cativa.
É preciso e grosseiro
em sua extrema maestria.

Ignora,
brinca,
abate
e
consola.

Queima,
congela
e chora em tua pele,
ousa desejar a tua compreensão sem importar-se, de fato, com tua presença.

Profano,
com audácia,
consola o devaneio;
devolve a realidade, tirando seus sonhos,
como as máscaras que roubam tua identidade:


Te molda sem teu querer e te diz ‘oi’ e ‘adeus’ com a mesma falsidade
na intensidade da adrenalina ao desconhecido.

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